Queridos amigos...
Para continuar acompanhando os passos de Acordando Palavras....
Você tem um novo endereço:
http://www.acordandopalavras.org/
11 de fev. de 2011
1 de nov. de 2010
Como fazer parte...
Querido Visitante!
Que bom que você se interessou por minha proposta de trabalho e esta aqui dando uma olhadinha no meu blog!
Esse trabalho pressupõe um valor mensal que será necessário para que o projeto aconteça de verdade. Até agora só temos uma parte desse valor!
Você pode fazer doações mensais e se comprometer a fazer parte do trabalho por um ano. Fazendo depósitos de R$30, R$50 ou R$ 100 a cada mês. ( Até mais que isso,ULALÁ...ou menos EBA!!! rs)
Pode também fazer contribuições pontuais com qualquer quantia.
Se você quer ser um mantenedor, por exemplo da cota de R$ 50 mensais e quer fazer a doação em uma só vez, pode fazer uma oferta que contemple os 50, pensando nos 12 meses. Com qualquer quantia isso é absolutamente possivel!
Na verdade, todas as contribuições são importantes e fazer parte do processo para que o Projeto aconteça.
BOM, se você decidiu ser um mantenedor Acordando Palavras Peru, pode se inscrever nesse blog, na coluna da direita bem lá em baixo no Cadastre-se aqui! ASSIM você já entra no meu banco de dados e eu posso te incluir nas devidas prestações de conta. Além do acesso que você poderá ter ao Projeto Acordando Palavras Peru na íntegra.
Seria importante também você ler os últimos posts desse BLOG em que relato minha vivência e tem informações sobre a minha vida!
Eu quero muito construir uma rede de amigos engajados em Educação, não só gente que dá um pouco de dinheiro e sim gente que esta atuante no processo!
Minha parte é ser um pedaço de você lá em Huánuco!
um abraço fraternal!
Carol Ferigolli, completamente a disposição para esclarecimentos, informações e um sorvete no fim de uma tarde qualquer, enquanto eu ainda estiver na Paulicéia Desvairada!!!!
31 de out. de 2010
Acordando Palavras, Acordando Pessoas!
Queridos irmãos,
Serei um pedacinho de vocês brisando talvez no pé da montanha de algum canto da nossa querida Latino-América.
Nesses últimos meses minha vida simplesmente virou do avesso...
Em julho, fiquei viajando durante 20 dias, por um país que sempre me encantou só de ouvir falar. Foi aí que a Terra dos Incas entrou na minha vida definitivamente. Gracias a bondade do Pai pude mochilar e conhecer um monte de lugares que nem sei como pude estar em tantos lugares, em tão poucos dias e também com tão pouco dinheiro. Lima, Arequipa, Chivay, Yanque, Puno, Juliaca, Cusco, Água Calientes, Santa Teresa, Santa Maria, Cajamarca, a tão Magnifica Machu Picchu até chegar em Huánuco, até Copacabana na Bolívia e sua majestosa ilha do SOL.
Foi impressionante como fui tocada nessa viagem, as pessoas, os lugares, as paisagens, os longínquos vilarejos perdidos na poeira das montanhas, as crianças quéchuas, suas llamas e pele grossa agredida pelo frio. A cordilheira dos Andes que me fazia sentir a multiforme graça do Pai. As montanhas tocavam os céus e me fazia sentir Deus mais perto.
Em Huánuco, cidade onde vivi por uma semana, algo mais que sensacional me tocou, foi um misto de dor, de vergonha pela nossa humanidade caída e egoísta, de raiva de ver pessoas vivendo abaixo do que a ONU considera pobreza extrema, crianças empoeiradas, na beira dos penhascos íngremes e cheio de ventanias empoeiradas. Famílias com 2 batatas para alimentar a todos num dia, falta de água e casas com mais recursos eram aqueles em que o buraco para defecar existia...essa é a realidade cotidiana das pessoas que vivem nos assentamentos humanos Leôncio Prado e Nova Generacion. Fiquei feliz e muito encorajada porque conheci também alguns peruanos guerreiros, que com uma caixa de lápis de cor e meia dúzia de cartolinas amassadas sobem a comunidade toda semana para fazer diferença na vida daquelas crianças invisíveis dos assentamentos humanos. As pessoas que conheci lá despertaram algo forte em meu coração um desejo de servi-los, de compartilhar o que sei fazer, de implantar um projeto educacional lá, de viver com eles, por eles e com a ajuda deles, porque foi no rostinho daquelas crianças que pude sentir a nostalgia do Paraíso perdido.
As portas começaram a se abrir, o projeto está pronto, os vínculos com as instituições peruanas acertado, alguns malucos e amigos queridos que pensam bastante na Missão Integral me apoiando e está oficialmente aberta a temporada de captação de recursos para a realização do Projeto, já que os peruanos a quem vou servir tem inclusive, falta de recursos financeiros.
O desafio na verdade é gigante, em muitos sentidos, mas tenho certeza que a Graça Dele me bastará.
Por favor, lembrem-se de mim em suas orações! E se sentirem o desejo de ver esse trabalho acontecer o convite a compor a rede de mantenedores está feito!
Vou bem plagear o nosso querido Apostolo Paulo:
“Quero conhecer a Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos.” FL 3;10
Hasta Luego,
Carol Ferigolli
Serei um pedacinho de vocês brisando talvez no pé da montanha de algum canto da nossa querida Latino-América.
Nesses últimos meses minha vida simplesmente virou do avesso...
Em julho, fiquei viajando durante 20 dias, por um país que sempre me encantou só de ouvir falar. Foi aí que a Terra dos Incas entrou na minha vida definitivamente. Gracias a bondade do Pai pude mochilar e conhecer um monte de lugares que nem sei como pude estar em tantos lugares, em tão poucos dias e também com tão pouco dinheiro. Lima, Arequipa, Chivay, Yanque, Puno, Juliaca, Cusco, Água Calientes, Santa Teresa, Santa Maria, Cajamarca, a tão Magnifica Machu Picchu até chegar em Huánuco, até Copacabana na Bolívia e sua majestosa ilha do SOL.
Foi impressionante como fui tocada nessa viagem, as pessoas, os lugares, as paisagens, os longínquos vilarejos perdidos na poeira das montanhas, as crianças quéchuas, suas llamas e pele grossa agredida pelo frio. A cordilheira dos Andes que me fazia sentir a multiforme graça do Pai. As montanhas tocavam os céus e me fazia sentir Deus mais perto.
Em Huánuco, cidade onde vivi por uma semana, algo mais que sensacional me tocou, foi um misto de dor, de vergonha pela nossa humanidade caída e egoísta, de raiva de ver pessoas vivendo abaixo do que a ONU considera pobreza extrema, crianças empoeiradas, na beira dos penhascos íngremes e cheio de ventanias empoeiradas. Famílias com 2 batatas para alimentar a todos num dia, falta de água e casas com mais recursos eram aqueles em que o buraco para defecar existia...essa é a realidade cotidiana das pessoas que vivem nos assentamentos humanos Leôncio Prado e Nova Generacion. Fiquei feliz e muito encorajada porque conheci também alguns peruanos guerreiros, que com uma caixa de lápis de cor e meia dúzia de cartolinas amassadas sobem a comunidade toda semana para fazer diferença na vida daquelas crianças invisíveis dos assentamentos humanos. As pessoas que conheci lá despertaram algo forte em meu coração um desejo de servi-los, de compartilhar o que sei fazer, de implantar um projeto educacional lá, de viver com eles, por eles e com a ajuda deles, porque foi no rostinho daquelas crianças que pude sentir a nostalgia do Paraíso perdido.
As portas começaram a se abrir, o projeto está pronto, os vínculos com as instituições peruanas acertado, alguns malucos e amigos queridos que pensam bastante na Missão Integral me apoiando e está oficialmente aberta a temporada de captação de recursos para a realização do Projeto, já que os peruanos a quem vou servir tem inclusive, falta de recursos financeiros.
O desafio na verdade é gigante, em muitos sentidos, mas tenho certeza que a Graça Dele me bastará.
Por favor, lembrem-se de mim em suas orações! E se sentirem o desejo de ver esse trabalho acontecer o convite a compor a rede de mantenedores está feito!
Vou bem plagear o nosso querido Apostolo Paulo:
“Quero conhecer a Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos.” FL 3;10
Hasta Luego,
Carol Ferigolli
30 de out. de 2010
Convite: Faça parte da REDE!
Aos queridos que desejam fazer o projeto “Acordando palavras” Peru acontecer....
Estou muito grata a Deus por ter tocado o coração de algumas pessoas para “estar comigo”( mesmo que não fisicamente) trabalhando em terras peruanas. A mim me parecia “constrangedor” pensar em doações para meu sustento, justo eu que tenho um bom emprego, uma formação sólida e ótimas oportunidades de trabalho aqui no Brasil e talvez uma boa dose da ilusória “autossuficiência” rs.
Bom, o que me motiva a escrever esse texto é uma profunda mudança de foco em meu coração. Entendi, que estou sendo chamada a um tempo de servir e aprender algo mais sobre generosidade, cuidado e comunidade. Me tranquiliza saber que na verdade não estou “pedindo” dinheiro para me sustentar, tão pouco por mim mesma. Mas de fato vejo que Deus permitiu que eu pudesse servir os irmãos peruanos, por meio de minha vocação e profissão, e essa permissão eu gostaria de compartilhar e dividir.
Esse projeto não é só meu, é resposta de oração dos irmãos peruanos que vivem meio que sozinhos com sua ideologia, e também daqueles que não são chamados a ir comigo viver em Huánuco, mas sentem seus corações tocados e querem fazer parte da realização desse projeto.
Estou muito grata a Deus pela possibilidade desse projeto acontecer. É incrível poder aceitar o convite de servir um pouquinho de nossos irmãos da tão sofrida Latino-América.
Por isso, se você se sente tocado saiba que o que você pode ofertar é com certeza o melhor... Não é o “muito” que fará a realização desse projeto e sim a disposição e fidelidade de mensalmente, durante um ano, as doações sejam feitas “religiosamente” , a quantia ideal éa que você pode e se compromete. Lembrando a seriedade que tal compromisso implica.
Se temos uma rede de amigos que tomam o projeto para si, tudo muda de figura. O que pode contribuir com R$10 por mês e o que pode doar R$ 300, todo mundo faz parte da mesma rede.
Por isso, o convite é para que você se sinta á vontade para fazer parte da Rede.
Que cada um possa sondar seu coração e ver o que estar dentro dele sobre “Acordando Palavras Peru”...
A minha parte é estar lá trabalhando empoeirada no pé da montanha...rs
O convite está feito!
Um abraço,
Carol Ferigolli
16 de out. de 2010
Compartilhando o Desafio!
Queridos amigos,
Sou a Carol Ferigolli, cristã, brasileira e psicopedagoga. Desde julho, quando estive na terra dos Incas, estou com um desafio grande de viver por 1 ano no Peru servindo nossos hermanos. Parte desse tempo trabalhando na cidade de Huánuco, servindo a equipe Kushis Winaykan - trabalhadores de diversas áreas e idades, que fazem um trabalho voluntário de reforço escolar na comunidade - e as crianças dos assentamentos humanos Leôncio Prado e Nova Generacion. E na outra parte do tempo, também, fazendo como uma espécie de intercambio institucional, servindo a outros projetos sociais peruanos.
Bom, agora aqui em São Paulo, trabalho numa boa escola particular e vivo com minha família. Minha vida é bem tranquila aqui, apesar de pertencer a uma família bem simples. Creio que agora é o tempo de sair de minha zona de conforto e fazer aquilo que de fato entendo a que fui chamada: trabalhar e compartilhar minha formação e experiência como educadora, para construir um projeto pedagógico de qualidade em contextos de pobreza extrema, como é o caso da realidade das crianças dos assentamentos humanos de Huánuco/Peru. Por isso, estou disposta, inicialmente, a ofertar meu ano e viver em terras peruanas, servindo aos irmãos e irmãs do Peru.
Como o trabalho lá será de tempo integral e eu não tenho meios próprios de sustento (afinal terei que deixar meu emprego e minha casa aqui no Brasil) necessito encontrar parceiros, que estejam dispostos a viabilizar financeiramente esse trabalho. Creio também que um trabalho como esse não se faz sozinha e sim em COMUNIDADE, por isso minha ideia é construir uma rede de pessoas que serão responsáveis pelo sustento desse projeto, no ano de 2011.
Se você acredita em iniciativas como essa, e sabe que por meio de um trabalho de educação de qualidade, podemos romper o ciclo de pobreza extrema a que alguns pequenos estão expostos de forma tão cruel. Você é meu convidado a conhecer este blog; saber mais sobre minha formação e proposta de trabalho; ler na íntegra meu projeto ( posso enviar por e-mail); conhecer a comunidade a qual desejo servir e fazer parte da realização desse sonho!
Eu acredito que por meio de Educação de qualidade podemos mudar o “mundo”...
Você pode fazer parte da rede de parceiros do trabalho, fazendo ofertas que nos ajudem a alcançar o alvo. (No projeto está, inclusive, previsto os procedimentos de prestação de contas do trabalho que será realizado.)
Para saber mais, estou a disposição!
Um abraço,
Carol Ferigolli
(plenamente a disposição para esclarecimentos e informações)
Sou a Carol Ferigolli, cristã, brasileira e psicopedagoga. Desde julho, quando estive na terra dos Incas, estou com um desafio grande de viver por 1 ano no Peru servindo nossos hermanos. Parte desse tempo trabalhando na cidade de Huánuco, servindo a equipe Kushis Winaykan - trabalhadores de diversas áreas e idades, que fazem um trabalho voluntário de reforço escolar na comunidade - e as crianças dos assentamentos humanos Leôncio Prado e Nova Generacion. E na outra parte do tempo, também, fazendo como uma espécie de intercambio institucional, servindo a outros projetos sociais peruanos.
Bom, agora aqui em São Paulo, trabalho numa boa escola particular e vivo com minha família. Minha vida é bem tranquila aqui, apesar de pertencer a uma família bem simples. Creio que agora é o tempo de sair de minha zona de conforto e fazer aquilo que de fato entendo a que fui chamada: trabalhar e compartilhar minha formação e experiência como educadora, para construir um projeto pedagógico de qualidade em contextos de pobreza extrema, como é o caso da realidade das crianças dos assentamentos humanos de Huánuco/Peru. Por isso, estou disposta, inicialmente, a ofertar meu ano e viver em terras peruanas, servindo aos irmãos e irmãs do Peru.
Como o trabalho lá será de tempo integral e eu não tenho meios próprios de sustento (afinal terei que deixar meu emprego e minha casa aqui no Brasil) necessito encontrar parceiros, que estejam dispostos a viabilizar financeiramente esse trabalho. Creio também que um trabalho como esse não se faz sozinha e sim em COMUNIDADE, por isso minha ideia é construir uma rede de pessoas que serão responsáveis pelo sustento desse projeto, no ano de 2011.
Se você acredita em iniciativas como essa, e sabe que por meio de um trabalho de educação de qualidade, podemos romper o ciclo de pobreza extrema a que alguns pequenos estão expostos de forma tão cruel. Você é meu convidado a conhecer este blog; saber mais sobre minha formação e proposta de trabalho; ler na íntegra meu projeto ( posso enviar por e-mail); conhecer a comunidade a qual desejo servir e fazer parte da realização desse sonho!
Eu acredito que por meio de Educação de qualidade podemos mudar o “mundo”...
Você pode fazer parte da rede de parceiros do trabalho, fazendo ofertas que nos ajudem a alcançar o alvo. (No projeto está, inclusive, previsto os procedimentos de prestação de contas do trabalho que será realizado.)
Para saber mais, estou a disposição!
Um abraço,
Carol Ferigolli
(plenamente a disposição para esclarecimentos e informações)
26 de set. de 2010
Proposta de trabalho 2011
Para que esse projeto se concretize ainda será necessário parceiros que patrocinem tal trabalho... a disposição para quaisquer informações: carol.ferigolli@gmail.com
Objetivo do projeto Acordando Palavras -PERU
Trabalhar com a equipe do Projeto Kushis Winaykan, com habilidades profissionais relacionadas à Psicopedagoga. Ser um elo entre a equipe de trabalho e outras instituições, com a finalidade de mobilizar trabalhadores e recursos para o Projeto Kushis e causas como essa.
A intervenção psicopedagógica pretende trabalhar com implantação de um projeto sócio- educativo junto ao Projeto já existente Kushis Winaykan, oferecendo subsídios para que os educadores locais possam construir o conhecimento coletivamente, em espaços de aprendizagens semanais, para que as crianças possam se desenvolver sadiamente e saírem da condição de pobreza, por meio de vivências educacionais significativas, relacionadas à leitura e aquisição da escrita.
Objetivos Secundários
• Autonomia do educador, transformando o conhecimento para que ele possa realizar as mudanças necessárias para contribuir com a aprendizagem das crianças atendidas pelo projeto,
• Promover o conhecimento entre educadores para que as crianças possam reconhecer sua identidade, por meio do domínio da leitura e escrita, como instrumento de compartilhar cultural e de construção histórica.
• Por meio de educação de qualidade, formar uma liderança local engajada e com recursos para dar continuidade ao trabalho em longo prazo.
Estratégias
1. Oficinas de formação
i. Criar com a equipe Kushis uma agenda de encontros, no formato de oficinas, com as principais temáticas necessárias para trabalhar os temas e assuntos em que apresentam mais dificuldade no trabalho com as crianças.
ii. Encontros de formação de construção coletiva do conhecimento, que além de instrumentalizar os educadores possam ser parte de um registro que perpetue e documente a construção histórica dos conhecimentos construídos nesse processo.
2. Banco de conhecimento
iii. Criar um banco temático de textos que sejam referência e apresentem relevância para a formação dos educadores, a fim de viabilizar o desenvolvimento do ensino-aprendizagem dos educadores, no que diz respeito à expectativa de aprendizagem dos alunos.
3. Materiais didáticos e recursos pedagógicos
iv. Elaborar materiais didáticos que dialoguem com as demandas locais, tendo em vista as principais referências de trabalho que existem atualmente, como sequências didáticas e projetos pedagógicos.
4. Observação participativa e registro comunitário
v. Ajudar os protagonistas do Projeto a fazer um mapeamento da comunidade e produzir registros textuais e fotográficos que os ajudem nesse processo de documentação para a captação de recursos.
vi. Auxiliar os educadores nas oficinas com as crianças da comunidade.
5. Intercâmbio Institucional
vii. Trabalhar e participar, em alguns momentos, de atividades e trabalhos em alguns projetos semelhantes com a finalidade de poder promover a interação entre protagonistas sociais que atuam em contextos sociais próximos em outras comunidades peruanas.
Objetivo do projeto Acordando Palavras -PERU
Trabalhar com a equipe do Projeto Kushis Winaykan, com habilidades profissionais relacionadas à Psicopedagoga. Ser um elo entre a equipe de trabalho e outras instituições, com a finalidade de mobilizar trabalhadores e recursos para o Projeto Kushis e causas como essa.
A intervenção psicopedagógica pretende trabalhar com implantação de um projeto sócio- educativo junto ao Projeto já existente Kushis Winaykan, oferecendo subsídios para que os educadores locais possam construir o conhecimento coletivamente, em espaços de aprendizagens semanais, para que as crianças possam se desenvolver sadiamente e saírem da condição de pobreza, por meio de vivências educacionais significativas, relacionadas à leitura e aquisição da escrita.
Objetivos Secundários
• Autonomia do educador, transformando o conhecimento para que ele possa realizar as mudanças necessárias para contribuir com a aprendizagem das crianças atendidas pelo projeto,
• Promover o conhecimento entre educadores para que as crianças possam reconhecer sua identidade, por meio do domínio da leitura e escrita, como instrumento de compartilhar cultural e de construção histórica.
• Por meio de educação de qualidade, formar uma liderança local engajada e com recursos para dar continuidade ao trabalho em longo prazo.
Estratégias
1. Oficinas de formação
i. Criar com a equipe Kushis uma agenda de encontros, no formato de oficinas, com as principais temáticas necessárias para trabalhar os temas e assuntos em que apresentam mais dificuldade no trabalho com as crianças.
ii. Encontros de formação de construção coletiva do conhecimento, que além de instrumentalizar os educadores possam ser parte de um registro que perpetue e documente a construção histórica dos conhecimentos construídos nesse processo.
2. Banco de conhecimento
iii. Criar um banco temático de textos que sejam referência e apresentem relevância para a formação dos educadores, a fim de viabilizar o desenvolvimento do ensino-aprendizagem dos educadores, no que diz respeito à expectativa de aprendizagem dos alunos.
3. Materiais didáticos e recursos pedagógicos
iv. Elaborar materiais didáticos que dialoguem com as demandas locais, tendo em vista as principais referências de trabalho que existem atualmente, como sequências didáticas e projetos pedagógicos.
4. Observação participativa e registro comunitário
v. Ajudar os protagonistas do Projeto a fazer um mapeamento da comunidade e produzir registros textuais e fotográficos que os ajudem nesse processo de documentação para a captação de recursos.
vi. Auxiliar os educadores nas oficinas com as crianças da comunidade.
5. Intercâmbio Institucional
vii. Trabalhar e participar, em alguns momentos, de atividades e trabalhos em alguns projetos semelhantes com a finalidade de poder promover a interação entre protagonistas sociais que atuam em contextos sociais próximos em outras comunidades peruanas.
Diagnóstico da Problemática
DIAGNÓSTICO DA PROBLEMÁTICA
O contexto social que meu projeto pretende atuar apresenta um potencial humano de transformação social bastante latente, mesmo considerando a escassez de recursos e condições mínimas de sobrevivência. Os assentamentos humanos Leôncio Prado e Futura Generacion são comunidades quéchuas, que vivem em situação abaixo da linha de pobreza extrema, de acordo com os indicadores da ONU, sendo Huánuco o segundo distrito mais pobre do Peru, com um alto índice de desnutrição crônica, falta de saneamento básico e serviços efetivos de saúde, além do analfabetismo e péssimas condições de habitação.
É impressionante perceber que a população dos assentamentos vive como a margem da sociedade, num ciclo de pobreza que só pode ser quebrado por meio de uma educação de qualidade. Para que a comunidade, por meio do conhecimento e domínio da leitura e escrita, possa resignificar a sua identidade cultural e passar a desempenhar a possibilidade de protagonismo histórico e profundas transformações comunitárias, que devem culminar numa população mais consciente de seu papel como agentes de mudança social.
Numa comunidade empoeirada, montanhosa, onde falta serviços mínimos de saneamento como água e esgoto, onde não há coleta de lixo, não tem alimentos para todos e serviços de saúde; 28% dos meninos e meninas menores de 5 anos sofrem de desnutrição crônica na zona urbana, sendo que esse índice cresce para 46% na região rural; as condições de habitação são de 4 pessoas por metro quadrado; 73,3% das crianças terminam a educação primária entre os 12-14 anos de idade.
Creio que uma possibilidade real de quebrar esse ciclo de pobreza, está na possibilidade de transformação social capaz de ser vivida por meio do acesso a educação..
Kushis Winaykan é um projeto social, iniciativa de um grupo de peruanos de Huánuco, com o objetivo de atender crianças e adolescentes em situação de pobreza extrema nos assentamentos humanos Leôncio Prado e Futura Generacion em Huánuco, Peru.
O Projeto Kushis Winaykan
Aspectos desfavoráveis:
• Não tem sede e espaço físico para o trabalho. As atividades são realizadas nas ruas ou no quintal de uma senhora da comunidade.
• Não tem materiais escolares e artísticos suficientes para o trabalho.
• Não tem recursos financeiros suficientes para a consolidação de um trabalho de excelência.
Aspectos mais que favoráveis de transformação:
• Conta com uma educadora que coordena o trabalho com seu grupo de 12 voluntários, de 11 a 60 anos, que trabalham com as crianças e adolescentes, sendo que esses não possuem formação especifica na área de educação.
• Tem potencial humano de cerca de 500 crianças.
• Acaba de ganhar da comunidade Futura Generación um terreno no 4º piso da comunidade para a construção da sede, porém, não possui os recursos para tal.
O trabalho será em parceria com a equipe do Projeto Kushis Winaykan, fazendo uso de habilidades profissionais relacionadas à Psicopedagoga. Ser como um elo entre a equipe de trabalho e outras instituições, com a finalidade de mobilizar trabalhadores e recursos para o Projeto Kushis e causas como essa.
A intervenção psicopedagógica pretende trabalhar com implantação de um projeto sócio-educativo junto ao Projeto já existente Kushis Winaykan, oferecendo subsídios para que os educadores locais possam construir o conhecimento coletivamente, em espaços de aprendizagens semanais, para que as crianças possam se desenvolver sadiamente e saírem da condição de pobreza, por meio de vivências educacionais significativas, relacionadas à leitura e aquisição da escrita.
Tendo em vista que a Psicopedagogia é uma área do conhecimento que tem como objeto de estudo a aprendizagem humana, sobretudo as dificuldades de aprendizagem, mesmo que oriundas de uma dificuldade causada por condições adversas como fatores sociais recorrentes de um contexto de miséria. A Psicopedagogia tem um percurso, em termos históricos ainda recentes, e já foi uma concepção social capaz de promover transformaçõessta em muitos contextos de países como a França e Espanha. Já na América Latina, os países que apresentam algum trabalho nessa perspectiva são Brasil e Argentina, o que já tem equacionado transformações significativas na aprendizagem de indivíduos que tem acesso a psicopedagogia clinica.
A considerada Psicopedagogia Institucional ainda não está plenamente consolidada por meio de intervenções documentadas para dar conta da contribuição desse conhecimento nos contextos institucionais, que clinicamente tem redimensionado a vida de muitas crianças, adolescentes e adultos. A intervenção psicopedagógica institucional ainda necessita de uma construção histórica como uma área do conhecimento que pode contribuir efetivamente para a transformação social do contexto social dos assentamentos humanos. Mesmo que já exista essa atuação efetiva, principalmente, aqui no Brasil, no Peru é um trabalho praticamente inexistente, sendo portanto, meu projeto uma possibilidade pioneira de contribuir com essa área do conhecimento tão atual e necessária, uma vez que tem como foco intervir na aprendizagem humana, e se construirmos essa aprendizagem na perspectiva do protagonismo social em busca de transformações, é possível que a comunidade quéchua dos assentamentos humanos de Huánuco possam reescrever sua história em busca de melhores condições de vida, por meio de suas crianças que detentoras da leitura e escrita, possam ser protagonistas de um processo histórico de transformações.
O contexto social que meu projeto pretende atuar apresenta um potencial humano de transformação social bastante latente, mesmo considerando a escassez de recursos e condições mínimas de sobrevivência. Os assentamentos humanos Leôncio Prado e Futura Generacion são comunidades quéchuas, que vivem em situação abaixo da linha de pobreza extrema, de acordo com os indicadores da ONU, sendo Huánuco o segundo distrito mais pobre do Peru, com um alto índice de desnutrição crônica, falta de saneamento básico e serviços efetivos de saúde, além do analfabetismo e péssimas condições de habitação.
É impressionante perceber que a população dos assentamentos vive como a margem da sociedade, num ciclo de pobreza que só pode ser quebrado por meio de uma educação de qualidade. Para que a comunidade, por meio do conhecimento e domínio da leitura e escrita, possa resignificar a sua identidade cultural e passar a desempenhar a possibilidade de protagonismo histórico e profundas transformações comunitárias, que devem culminar numa população mais consciente de seu papel como agentes de mudança social.
Numa comunidade empoeirada, montanhosa, onde falta serviços mínimos de saneamento como água e esgoto, onde não há coleta de lixo, não tem alimentos para todos e serviços de saúde; 28% dos meninos e meninas menores de 5 anos sofrem de desnutrição crônica na zona urbana, sendo que esse índice cresce para 46% na região rural; as condições de habitação são de 4 pessoas por metro quadrado; 73,3% das crianças terminam a educação primária entre os 12-14 anos de idade.
Creio que uma possibilidade real de quebrar esse ciclo de pobreza, está na possibilidade de transformação social capaz de ser vivida por meio do acesso a educação..
Kushis Winaykan é um projeto social, iniciativa de um grupo de peruanos de Huánuco, com o objetivo de atender crianças e adolescentes em situação de pobreza extrema nos assentamentos humanos Leôncio Prado e Futura Generacion em Huánuco, Peru.
O Projeto Kushis Winaykan
Aspectos desfavoráveis:
• Não tem sede e espaço físico para o trabalho. As atividades são realizadas nas ruas ou no quintal de uma senhora da comunidade.
• Não tem materiais escolares e artísticos suficientes para o trabalho.
• Não tem recursos financeiros suficientes para a consolidação de um trabalho de excelência.
Aspectos mais que favoráveis de transformação:
• Conta com uma educadora que coordena o trabalho com seu grupo de 12 voluntários, de 11 a 60 anos, que trabalham com as crianças e adolescentes, sendo que esses não possuem formação especifica na área de educação.
• Tem potencial humano de cerca de 500 crianças.
• Acaba de ganhar da comunidade Futura Generación um terreno no 4º piso da comunidade para a construção da sede, porém, não possui os recursos para tal.
O trabalho será em parceria com a equipe do Projeto Kushis Winaykan, fazendo uso de habilidades profissionais relacionadas à Psicopedagoga. Ser como um elo entre a equipe de trabalho e outras instituições, com a finalidade de mobilizar trabalhadores e recursos para o Projeto Kushis e causas como essa.
A intervenção psicopedagógica pretende trabalhar com implantação de um projeto sócio-educativo junto ao Projeto já existente Kushis Winaykan, oferecendo subsídios para que os educadores locais possam construir o conhecimento coletivamente, em espaços de aprendizagens semanais, para que as crianças possam se desenvolver sadiamente e saírem da condição de pobreza, por meio de vivências educacionais significativas, relacionadas à leitura e aquisição da escrita.
Tendo em vista que a Psicopedagogia é uma área do conhecimento que tem como objeto de estudo a aprendizagem humana, sobretudo as dificuldades de aprendizagem, mesmo que oriundas de uma dificuldade causada por condições adversas como fatores sociais recorrentes de um contexto de miséria. A Psicopedagogia tem um percurso, em termos históricos ainda recentes, e já foi uma concepção social capaz de promover transformaçõessta em muitos contextos de países como a França e Espanha. Já na América Latina, os países que apresentam algum trabalho nessa perspectiva são Brasil e Argentina, o que já tem equacionado transformações significativas na aprendizagem de indivíduos que tem acesso a psicopedagogia clinica.
A considerada Psicopedagogia Institucional ainda não está plenamente consolidada por meio de intervenções documentadas para dar conta da contribuição desse conhecimento nos contextos institucionais, que clinicamente tem redimensionado a vida de muitas crianças, adolescentes e adultos. A intervenção psicopedagógica institucional ainda necessita de uma construção histórica como uma área do conhecimento que pode contribuir efetivamente para a transformação social do contexto social dos assentamentos humanos. Mesmo que já exista essa atuação efetiva, principalmente, aqui no Brasil, no Peru é um trabalho praticamente inexistente, sendo portanto, meu projeto uma possibilidade pioneira de contribuir com essa área do conhecimento tão atual e necessária, uma vez que tem como foco intervir na aprendizagem humana, e se construirmos essa aprendizagem na perspectiva do protagonismo social em busca de transformações, é possível que a comunidade quéchua dos assentamentos humanos de Huánuco possam reescrever sua história em busca de melhores condições de vida, por meio de suas crianças que detentoras da leitura e escrita, possam ser protagonistas de um processo histórico de transformações.
O problema que esse projeto pretende resolver esta na intervenção psicopedagógica que pode viabilizar uma transformação comunitária por meio do processo significativo da aquisição da leitura e escrita, como ferramenta de transformação social.
Um breve relato - Psicopedagoga em Campo
EDUCADORA BRASILEIRA EM CAMPO
Maria Carolina Veiga Ferigolli
Cristã - Brasileira – 29 anos
Psicopedagoga e Professora
Trajetória Pessoal – família, educação e mudança de história
Sou de uma família muito simples de São Paulo, pai pedreiro e mãe cuidadora de lares alheios. Minha infância e adolescência foram construídas na escola pública brasileira, que se apresenta fracassada e decadente, normalmente, reprodutora de atores sociais desprovidos de instrumentos letrados para mudar sua realidade.
Com 13 anos eu já contestava e propunha alternativas para repensar o então contexto escolar de aulas sem sentido e de conteúdos pouco explorados. Alguma das iniciativas foi conscientizar colegas, participar de reuniões com os professores e ampliar as propostas feitas pelos professores, no dia a dia da sala de aula, com o objetivo de mostrar uma outra perspectiva a partir de algo inicialmente sem sentido, provando de forma prática como a escola poderia ser significativa e interessante.
Sai da escola pública com o forte desejo de fazer universidade. A batalha para passar no vestibular foi árdua e me permitiu estudar num cursinho comunitário e trabalhar numa fábrica para custear o estudo. Muito aprendi sobre humanidade e persistência nesse tempo, por meio das tantas nordestinas sem esperanças que conheci nas bancadas de trabalho.
Finalmente, ingressei na academia, onde cursei Letras para poder, por meio do conhecimento em Língua e Literatura, plantar sementes de conhecimento capazes de mudar realidades, histórias e contextos. A vida acadêmica foi muito difícil e para conseguir me formar, exigiu um tanto de criatividade, astucia e um estilo de vida de luta e resistência. Fazer horas de caminhadas noturnas para driblar a falta de dinheiro para o transporte, a dieta “vegetariana” para dar conta dos poucos recursos, as leituras feitas pós aulas pela falta de copias dos materiais, a suposta iniciação cientifica para garantir uma bolsa de algo como R$ 162,00... Tantas oportunidades de aprender a lidar com as adversidades me fizeram conhecer uma possibilidade única de mudar a realidade, apesar de todos os percausos, a Universidade aconteceu!
Minha trajetória educacional finalmente tomou outras proporções e um precioso tempo na especialização em Psicopedagogia. O que me abriu possibilidades reais de trabalho em contextos de pobreza e escassez, onde comecei a atuar intervindo na aprendizagem de educadores sociais em diferentes contextos. Minhas intervenções pareciam um pouco diferentes a primeira vista, porque misturava literatura, artes, conflitos problematizadores e desconstrução de conhecimentos, construção de identidade e espaços de estudo e aprendizagem. Tudo com a finalidade de potencializar e mobilizar o agente de transformação, que existia dentro das pessoas com quem tive a oportunidade de partilhar e construir conhecimentos, por meio de competências leitoras e habilidades de escrita, sempre considerando o contexto social ao qual estavam inseridos.
Um dos trabalhos realizados foi na ONG Operação Resgate - na comunidade do bairro conhecido como Mutirão, na cidade de Patos, sertão da Paraíba, Brasil - no ano de 2009. A intervenção consistiu em formar professores que seriam protagonistas na transformação social, por meio de uma educação bem fundamentada, fomentando a possibilidade de transformação da realidade de uma maioria não alfabetizada. O resultado do trabalho, em 6 meses, foi um grupo de professoras detentoras de um conhecimento capaz de transformar, algumas preciosas ferramentas para intervir na aprendizagem das crianças e adolescentes e 75% dos alunos no processo de alfabetização letrada, objetivo primário do trabalho, uma vez que as crianças e adolescentes do projeto não sabiam ler e escrever e as professoras não sabiam como intervir em tal realidade.
Algumas vivências de trabalhos já realizadas foram feitas em contextos adversos como a periferia do Sertão Paraibano; escolas indígenas do povo terena do Mato Grosso do Sul; casa abrigos, escolas públicas e atendimentos a alunos com deficiência e necessidades educativas especiais de São Paulo; e aquele que é o projeto que desejo continuar atuando, que é a implantação e serviço numa comunidade quéchua, que habita os assentamentos humanos de Leôncio Prado e Nova Generacion, na região serrana de Huánuco, Peru, America Latina.
11 de set. de 2010
Aos parceiros que "foram" conosco a Huánuco!!!!
Queridos amigos,
É com o coração cheio de gratidão e alegria que gostaríamos de agradecer a participação de vocês no projeto. Somos gratas a Deus por todos os corações que sinceramente foram conosco para os Assentamentos Humanos de Huánuco.
Gostaríamos de compartilhar com vocês, que contribuíram para que pudéssemos abençoar nossos queridos irmãos peruanos do Projeto Kushis Winaykan, um pouco da alegria de servir aquela comunidade.
Passamos dias inesquecíveis em Huánuco e fomos muito tocadas por tudo o que vimos e vivemos. Para se ter ideia, nos deparamos com uma realidade assim:
• Ruas íngremes e empoeiradas.
• Casas de barro e sempre muito precárias, com muitos habitantes, chão de terra batida e 1 ou 2 cômodos.
• Casas sem banheiro.
• Comunidade sem água encanada (só poderiam pegar garrafas com águas numa torneira, no meio da comunidade, onde cada família só poderia pegar água um dia sim e um não).
• Sem Luz.
• Transporte ineficiente.
• Falta de alimentação.
A cidade de Huánuco em si é muito pobre, como diziam as estatísticas que conhecíamos. Mas a realidade dos assentamentos humanos de Leôncio Prado e Futura Generación é muito difícil e nos depararmos com essa realidade foi uma experiência muito impactante, entristecedora à primeira vista, mas encorajadora na prática. Não há mais como viver indiferente àquela realidade, àquelas crianças, àqueles trabalhadores...
Naquele ambiente onde tudo parecia tão árido e difícil, vivemos situações preciosas e cheias de vida como:
• Crianças espertas e com sede de aprender, cheias de vivacidade e habilidades inventivas.
• Raquel, a coordenadora do projeto, que é professora tem uma fé incrível e serve aquele povo de todo o coração e alma, chega a emocionar de ver.
• Um grupo de voluntários, de 11 a 60 anos, muito motivado e cheio de vontade de mudar a realidade daquelas crianças.
• Presenciamos a doação de um terreno no assentamento Futura Generación para construção da Casa Kushis – terreno este doado pela própria comunidade, em reconhecimento ao belíssimo trabalho que vem sendo desenvolvido por Raquel e o grupo de voluntários.
• A convivência com o grupo de voluntários internacionais (Brasil, Peru, Espanha e Costa Rica), vivência que nos enriqueceu culturalmente e nos ensinou muito.
• A acolhida de Jaime e Anna, jovem casal da cidade de Lima, que recebeu o grupo de 5 brasileiras com muito carinho em seu pequeno apartamento – e nos deixou à vontade para fazer toda nossa bagunça com nossas mochilas e com as compras de brinquedos que levaríamos a Huánuco.
Gostaríamos de fazer uma prestação de contas quanto ao dinheiro arrecadado com o projeto descritivo que trabalhamos, para comprar materiais e recursos pedagógicos que contribuíssem com a aprendizagem daquelas crianças. Foi com muita alegria que a coordenadora do Projeto recebeu todos os presentes que levamos, além da oferta que conseguimos deixar ao final do trabalho.
Total Arrecadado: R$ 5.510,10
• R$ 3.890,00 - Gastos na aquisição de materiais escolares e artísticos; jogos e recursos pedagógicos; materiais organizadores como caixas e sacos; compra de livros de literatura infanto-juvenil, clássicos da literatura e para educadores; gastos para transportar os materiais (táxis movidos a gás de cozinha!!).
• R$ 200,00 – Gastos com a compra de cobertor, colchão e fazer o banheiro para um senhor da comunidade.
• R$ 1.420,10 – Oferta que deixamos para o projeto, a ser usada na compra e instalação de uma porta na casa de uma das famílias visitadas (que tinha sua entrada coberta apenas por uma cortina de pano) e para o fundo de construção da Casa Kushis, no terreno doado pela comunidade Futura Generación.
Abaixo, a lista de materiais que adquirimos, organizamos e catalogamos para o projeto (em portunhol!). Mais uma vez, muito obrigada por estarem conosco nessa “aventura na terra dos incas”. Seu apoio, contribuição, palavras de incentivo e orações foram fundamentais! Para mais detalhes e também para ver fotos dos nossos dias em Huánuco, visite nosso blog: www.acordandopalavras.blogspot.com. Você também pode se tornar um “amigo de Kushis”, com doações mensais que contribuirão para a manutenção deste projeto. Para saber como, acesse http://www.umbrellainitiatives.org/.
AQUISIÇÕES:
Jogos e Materiais Pedagógicos:
Juegos de rompe-cabeza
1 Jogo de transportes (meios de transporte)
5 Jogos de animales
3 Jogos de corpo humano
1 jogo de números
4 jogos de personagens
1 jogo de figuras geométricas
1 jogo de mapa
1 jogo de frutas
1 quebra cabeca de EVA
Jogos diversos
4 jogos da memoria
2 pictureka
3 xadrez e ludo
3 tangran
Block
Atividade da vida diaria
Twitter
Jogo de boliche
Jogo das argolas
2 baralhos
5 cubos mágicos
1 UNO
1 bingo
6 dados de pano
1 serable ‘ cruzadinhas
2 sudoku
1 rummikub
Monta tudo: 13 conjuntos de jogos
Recursos pedagógicos
8 juegos de letras moveis
4 juegos de numero
2 juegos de figuras geométricas
3 globos
6 abacos
1 relogio
30 Materiales visuales temáticos
Materiais para trabalhar figuras humanas e jogos simbólicos
25 bonecos e bonecas de pano
5 conjuntos de animais
10 conjuntos de jogos de cozinha
4 conjunto de ferramentas
4 jogos de meio de transporte
3 jogos de elementos da vida cotidiana
10 escovas de cabelo, 4 pentes e 15 jogos de presilhas
Materiais para Jogos Corporais
6 bolas grandes
9 bolas pequeñas
5 bamboles
5 cordas ( laranja, verde, azul, amarelo )
6 dados grandes
Materiais para os educadores
20 apostilas do material – 39 páginas cada uma
Mochilas
Etiquetas e impressões com a catalogação dos materiais e seus usos
Caixas plásticas e sacolas para organizar os jogos
MATERIALES ESCOLARES PARA KUSHIS WINAYKAN
Utiles para el trabajo con niños y niñas – quantidad para 3 meses
Materiales Cantidad Grupo de trabajo
Cartulina de colores 100 unidades
Papel blanco 2 paquetes (de mil)
Papel bulqui 5 paquetes (de mil)
Stiker de caritas 12
Pegamento 1 balde 5 bolsas
Perforador 5 perforadores
Faster 3 cajas
Archivador 7 archivadores
Plumones 5 estuches
Folders de colores 125 ( 5 diferentes colores)
Lapices 5 cajas
Colores 7 cajas grandes
Tijeras de papel 2 docenas
Mochilas 5 unidades
Globos 1 paquetes
Pavilo 5 grandes
Papelotes 50
Engrampadores 5
Temperas 5 cajas ( docena)
Resaltadores 5 unidades
Cuadernos Hoja rayada 6 unidades
Papel lustre 3 docenas
Papel arcoiris 3 docenas
Lana de colores 1 docena
Pinceles 4 docenas ( 10,6,2,0 )
Corrospun 6 de colores ( verde, marron, amarillo blanco , rosado)
lapiceros tinta indeleble 2 docenas ( azul – negro)
Papel cometa 3 docenas ( rojo y blanco)
Paletas de chupetes 3 docenas
Madejas de Hilo 20 unidades
Lapiceros 100 unidades
Livros
Titulo Autor
El Principito Antoine De Saint Exupery
Ana Karenina Leon Tolstoy
Ollantay anonimo
Don Quijote de la Mancha Miguel de Cervantes
Cancioneiro Infantil
La Divina Comedia Dante Alighieri
Werther Von Goethe
La Iliada Homero
Los mas hermosos Cuentos Escolares H.C. Andersen
El Caballero Carmelo Abraham Valdelomar
Cuentos de Navidad Charles Dickens
Macbeth Willian Shakespeare
Edipo Reu Sofoles
Peter Pan Monteiro Lobato
El Hijo Maldito Honorato de Balzac
La Piel de Zapa Honore de Balzac
Tartufo . O El Impostor Moliere
Viaje Al Centro de La Tierra Julio Verne
Crimen Y Castigo Fedor Dostoievski
Fabulas de Esopo
mapamundi
300 Juegos de 3 minutos Jackie Silberg
Como estimular la Lectura en los Ninos Rogelio Soto Pasco
Como Fomentar La Lectura en los ninos Paul Kropp
El Maravilhoso Mundo de la Lectura Prof Omar Jumenez Delzo
Comprension Lectora
Razonamiento Matematico
Mi primer libro de lectura . Pochito
Los ninos y las Adivinanzas
Historia del Peru
Aventuras de la Biblia . Julito Toribio Anyarin Injante
Mi Cuentos Maravilhosos Colección Amiguitos
Los Mejores Cuentos Peruanos Colección Amiguitos
Lectura Inicial . Julito Toribio Anyarin Injante
Enciclopedia de los Experimentos Escolares Colección Amiguitos
Las mas bonitas Poesias Escolares Colección Amiguitos
Cuentos Mitos Y Leyendas Toribio Anyarin Injante
Grandes Fabulas Inolvidables Colección Amiguitos
Atlas de Anatomia Escolar Colección Amiguitos
Fabulas Ejemplares de Esopo Colección Amiguitos
El Jugador Fedor Dostoievski
Cuentos Mitos Y Leyendas Toribio Anyarin Injante
Los Mejores Cuentos Peruanos Colección Amiguitos
Seccion de Oro Chistes para Ninos Colección Amiguitos
Los Ingeniosos acrosticos Del Calendario Escolar Fernando Grados Laos
Mapa del Peru
Mapa del Sur
Los fantasticos Cuentos Escogidos Colección Amiguitos
Proberbios Dichos Y Refranes Toribio Anyarin Injante
Trabalenguas Toribio Anyarin Injante
Tratado Practico de Razonamiento Verbal
Poesias y Canciones Infantiles
Aprende y domina El Teatro Escolar Colección Amiguitos
Los Hermanos Karamazov Fedor Dostoievski
Cuerpo Humano Toribio Anyarin Injante
Pulgarcito Charles Perrault
Robin Hood
El Gato con Botas
La Cenicienta Charles Perrault
Aladino y la lampara Maravilllosa
El Soldadito de Plomo
É com o coração cheio de gratidão e alegria que gostaríamos de agradecer a participação de vocês no projeto. Somos gratas a Deus por todos os corações que sinceramente foram conosco para os Assentamentos Humanos de Huánuco.
Gostaríamos de compartilhar com vocês, que contribuíram para que pudéssemos abençoar nossos queridos irmãos peruanos do Projeto Kushis Winaykan, um pouco da alegria de servir aquela comunidade.
Passamos dias inesquecíveis em Huánuco e fomos muito tocadas por tudo o que vimos e vivemos. Para se ter ideia, nos deparamos com uma realidade assim:
• Ruas íngremes e empoeiradas.
• Casas de barro e sempre muito precárias, com muitos habitantes, chão de terra batida e 1 ou 2 cômodos.
• Casas sem banheiro.
• Comunidade sem água encanada (só poderiam pegar garrafas com águas numa torneira, no meio da comunidade, onde cada família só poderia pegar água um dia sim e um não).
• Sem Luz.
• Transporte ineficiente.
• Falta de alimentação.
A cidade de Huánuco em si é muito pobre, como diziam as estatísticas que conhecíamos. Mas a realidade dos assentamentos humanos de Leôncio Prado e Futura Generación é muito difícil e nos depararmos com essa realidade foi uma experiência muito impactante, entristecedora à primeira vista, mas encorajadora na prática. Não há mais como viver indiferente àquela realidade, àquelas crianças, àqueles trabalhadores...
Naquele ambiente onde tudo parecia tão árido e difícil, vivemos situações preciosas e cheias de vida como:
• Crianças espertas e com sede de aprender, cheias de vivacidade e habilidades inventivas.
• Raquel, a coordenadora do projeto, que é professora tem uma fé incrível e serve aquele povo de todo o coração e alma, chega a emocionar de ver.
• Um grupo de voluntários, de 11 a 60 anos, muito motivado e cheio de vontade de mudar a realidade daquelas crianças.
• Presenciamos a doação de um terreno no assentamento Futura Generación para construção da Casa Kushis – terreno este doado pela própria comunidade, em reconhecimento ao belíssimo trabalho que vem sendo desenvolvido por Raquel e o grupo de voluntários.
• A convivência com o grupo de voluntários internacionais (Brasil, Peru, Espanha e Costa Rica), vivência que nos enriqueceu culturalmente e nos ensinou muito.
• A acolhida de Jaime e Anna, jovem casal da cidade de Lima, que recebeu o grupo de 5 brasileiras com muito carinho em seu pequeno apartamento – e nos deixou à vontade para fazer toda nossa bagunça com nossas mochilas e com as compras de brinquedos que levaríamos a Huánuco.
Gostaríamos de fazer uma prestação de contas quanto ao dinheiro arrecadado com o projeto descritivo que trabalhamos, para comprar materiais e recursos pedagógicos que contribuíssem com a aprendizagem daquelas crianças. Foi com muita alegria que a coordenadora do Projeto recebeu todos os presentes que levamos, além da oferta que conseguimos deixar ao final do trabalho.
Total Arrecadado: R$ 5.510,10
• R$ 3.890,00 - Gastos na aquisição de materiais escolares e artísticos; jogos e recursos pedagógicos; materiais organizadores como caixas e sacos; compra de livros de literatura infanto-juvenil, clássicos da literatura e para educadores; gastos para transportar os materiais (táxis movidos a gás de cozinha!!).
• R$ 200,00 – Gastos com a compra de cobertor, colchão e fazer o banheiro para um senhor da comunidade.
• R$ 1.420,10 – Oferta que deixamos para o projeto, a ser usada na compra e instalação de uma porta na casa de uma das famílias visitadas (que tinha sua entrada coberta apenas por uma cortina de pano) e para o fundo de construção da Casa Kushis, no terreno doado pela comunidade Futura Generación.
Abaixo, a lista de materiais que adquirimos, organizamos e catalogamos para o projeto (em portunhol!). Mais uma vez, muito obrigada por estarem conosco nessa “aventura na terra dos incas”. Seu apoio, contribuição, palavras de incentivo e orações foram fundamentais! Para mais detalhes e também para ver fotos dos nossos dias em Huánuco, visite nosso blog: www.acordandopalavras.blogspot.com. Você também pode se tornar um “amigo de Kushis”, com doações mensais que contribuirão para a manutenção deste projeto. Para saber como, acesse http://www.umbrellainitiatives.org/.
AQUISIÇÕES:
Jogos e Materiais Pedagógicos:
Juegos de rompe-cabeza
1 Jogo de transportes (meios de transporte)
5 Jogos de animales
3 Jogos de corpo humano
1 jogo de números
4 jogos de personagens
1 jogo de figuras geométricas
1 jogo de mapa
1 jogo de frutas
1 quebra cabeca de EVA
Jogos diversos
4 jogos da memoria
2 pictureka
3 xadrez e ludo
3 tangran
Block
Atividade da vida diaria
Jogo de boliche
Jogo das argolas
2 baralhos
5 cubos mágicos
1 UNO
1 bingo
6 dados de pano
1 serable ‘ cruzadinhas
2 sudoku
1 rummikub
Monta tudo: 13 conjuntos de jogos
Recursos pedagógicos
8 juegos de letras moveis
4 juegos de numero
2 juegos de figuras geométricas
3 globos
6 abacos
1 relogio
30 Materiales visuales temáticos
Materiais para trabalhar figuras humanas e jogos simbólicos
25 bonecos e bonecas de pano
5 conjuntos de animais
10 conjuntos de jogos de cozinha
4 conjunto de ferramentas
4 jogos de meio de transporte
3 jogos de elementos da vida cotidiana
10 escovas de cabelo, 4 pentes e 15 jogos de presilhas
Materiais para Jogos Corporais
6 bolas grandes
9 bolas pequeñas
5 bamboles
5 cordas ( laranja, verde, azul, amarelo )
6 dados grandes
Materiais para os educadores
20 apostilas do material – 39 páginas cada uma
Mochilas
Etiquetas e impressões com a catalogação dos materiais e seus usos
Caixas plásticas e sacolas para organizar os jogos
MATERIALES ESCOLARES PARA KUSHIS WINAYKAN
Utiles para el trabajo con niños y niñas – quantidad para 3 meses
Materiales Cantidad Grupo de trabajo
Cartulina de colores 100 unidades
Papel blanco 2 paquetes (de mil)
Papel bulqui 5 paquetes (de mil)
Stiker de caritas 12
Pegamento 1 balde 5 bolsas
Perforador 5 perforadores
Faster 3 cajas
Archivador 7 archivadores
Plumones 5 estuches
Folders de colores 125 ( 5 diferentes colores)
Lapices 5 cajas
Colores 7 cajas grandes
Tijeras de papel 2 docenas
Mochilas 5 unidades
Globos 1 paquetes
Pavilo 5 grandes
Papelotes 50
Engrampadores 5
Temperas 5 cajas ( docena)
Resaltadores 5 unidades
Cuadernos Hoja rayada 6 unidades
Papel lustre 3 docenas
Papel arcoiris 3 docenas
Lana de colores 1 docena
Pinceles 4 docenas ( 10,6,2,0 )
Corrospun 6 de colores ( verde, marron, amarillo blanco , rosado)
lapiceros tinta indeleble 2 docenas ( azul – negro)
Papel cometa 3 docenas ( rojo y blanco)
Paletas de chupetes 3 docenas
Madejas de Hilo 20 unidades
Lapiceros 100 unidades
Livros
Titulo Autor
El Principito Antoine De Saint Exupery
Ana Karenina Leon Tolstoy
Ollantay anonimo
Don Quijote de la Mancha Miguel de Cervantes
Cancioneiro Infantil
La Divina Comedia Dante Alighieri
Werther Von Goethe
La Iliada Homero
Los mas hermosos Cuentos Escolares H.C. Andersen
El Caballero Carmelo Abraham Valdelomar
Cuentos de Navidad Charles Dickens
Macbeth Willian Shakespeare
Edipo Reu Sofoles
Peter Pan Monteiro Lobato
El Hijo Maldito Honorato de Balzac
La Piel de Zapa Honore de Balzac
Tartufo . O El Impostor Moliere
Viaje Al Centro de La Tierra Julio Verne
Crimen Y Castigo Fedor Dostoievski
Fabulas de Esopo
mapamundi
300 Juegos de 3 minutos Jackie Silberg
Como estimular la Lectura en los Ninos Rogelio Soto Pasco
Como Fomentar La Lectura en los ninos Paul Kropp
El Maravilhoso Mundo de la Lectura Prof Omar Jumenez Delzo
Comprension Lectora
Razonamiento Matematico
Mi primer libro de lectura . Pochito
Los ninos y las Adivinanzas
Historia del Peru
Aventuras de la Biblia . Julito Toribio Anyarin Injante
Mi Cuentos Maravilhosos Colección Amiguitos
Los Mejores Cuentos Peruanos Colección Amiguitos
Lectura Inicial . Julito Toribio Anyarin Injante
Enciclopedia de los Experimentos Escolares Colección Amiguitos
Las mas bonitas Poesias Escolares Colección Amiguitos
Cuentos Mitos Y Leyendas Toribio Anyarin Injante
Grandes Fabulas Inolvidables Colección Amiguitos
Atlas de Anatomia Escolar Colección Amiguitos
Fabulas Ejemplares de Esopo Colección Amiguitos
El Jugador Fedor Dostoievski
Cuentos Mitos Y Leyendas Toribio Anyarin Injante
Los Mejores Cuentos Peruanos Colección Amiguitos
Seccion de Oro Chistes para Ninos Colección Amiguitos
Los Ingeniosos acrosticos Del Calendario Escolar Fernando Grados Laos
Mapa del Peru
Mapa del Sur
Los fantasticos Cuentos Escogidos Colección Amiguitos
Proberbios Dichos Y Refranes Toribio Anyarin Injante
Trabalenguas Toribio Anyarin Injante
Tratado Practico de Razonamiento Verbal
Poesias y Canciones Infantiles
Aprende y domina El Teatro Escolar Colección Amiguitos
Los Hermanos Karamazov Fedor Dostoievski
Cuerpo Humano Toribio Anyarin Injante
Pulgarcito Charles Perrault
Robin Hood
El Gato con Botas
La Cenicienta Charles Perrault
Aladino y la lampara Maravilllosa
El Soldadito de Plomo
1 de set. de 2010
28 de ago. de 2010
Algumas impressões bem particulares da Vivência em Huánuco
"Viver alguns dias em Huánuco me tocou a alma de um jeito muito especial. Bagunçou significativamente pelas aspirações e sonhos. Todos os dias, desde que voltei lembro de cara rosto, cada mão, cada vento empoeirado, cada sorriso e abraço infantil que recebi. É impressionante como vivências com gente pode mudar nosso caminho e nossa vida.
Desejei servir e acabei por ser servida em todo o tempo de uma maneira que até me constrange. Na chegada o mal de altitude me incomodou e foi com muito amor que as peruanas queridas cuidaram de mim.
Quando me deparo com contextos, como os vividos nos assentamentos humanos de Huánuco, me envergonho da natureza caída e ao mesmo tempo, me alegro em saber que a Ressurreição é possível!
Os dias na comunidade me fizeram ver mulheres valorosas, crianças com um potencial de mover o mundo, hermanitos guerreiros militando para seu povo pudesse ter condições de vida mais dignas, mesmo que para isso tivesse que compartilhar do sofrimento da miséria e buscar mudar a realidade mesmo que sem armas, sem recursos, apenas com o seu crer e suas convicções. Cristo estava lá..."
Carol Ferigolli
"Estar em Huánuco foi uma experiência única. Tenho uma mistura de sentimentos, alegria por servir, tristeza por conhecer uma realidade tão difícil, gratidão a Deus pela oportunidade de compartilhar. Difícil explicar em palavras tudo o que foi vivido em Huánuco, senti que, de alguma forma, eu era mais humana que nunca. Nada melhor que eles, mas por causa da graça de Deus, com mais oportunidades, o que só aumenta a responsabilidade de fazer algo para ajudar de fato.
Em HUánuco, senti que o pouco que podia fazer, dar meus abraços, meu sorriso, minha vontade de ajudar, não era muito, mas era valorizado pelas crianças e as mães da comunidade.
Também agradeço a equipe de voluntários internacionais de Umbrella Initiatives /Iniciativa Paraguas pela oportunidade de compartilhar com pessoas de diferentes países, culturas e idiomas, pessoas dispostas por dar e aprender em grupo.
Finalmente, minha vivencia pessoal em Huánuco me traz muitas reflexões, que com o tempo posso entender, mas sem duvidas, tenho claro e em minhas recordações as carinhas das crianças da comunidade, seus rostos não me saem da cabeça, nem tão pouco do meu coração. Estar com eles foi como estar mais perto de Deus"
Juliana Noronha
Desejei servir e acabei por ser servida em todo o tempo de uma maneira que até me constrange. Na chegada o mal de altitude me incomodou e foi com muito amor que as peruanas queridas cuidaram de mim.
Quando me deparo com contextos, como os vividos nos assentamentos humanos de Huánuco, me envergonho da natureza caída e ao mesmo tempo, me alegro em saber que a Ressurreição é possível!
Os dias na comunidade me fizeram ver mulheres valorosas, crianças com um potencial de mover o mundo, hermanitos guerreiros militando para seu povo pudesse ter condições de vida mais dignas, mesmo que para isso tivesse que compartilhar do sofrimento da miséria e buscar mudar a realidade mesmo que sem armas, sem recursos, apenas com o seu crer e suas convicções. Cristo estava lá..."
Carol Ferigolli
"Estar em Huánuco foi uma experiência única. Tenho uma mistura de sentimentos, alegria por servir, tristeza por conhecer uma realidade tão difícil, gratidão a Deus pela oportunidade de compartilhar. Difícil explicar em palavras tudo o que foi vivido em Huánuco, senti que, de alguma forma, eu era mais humana que nunca. Nada melhor que eles, mas por causa da graça de Deus, com mais oportunidades, o que só aumenta a responsabilidade de fazer algo para ajudar de fato.
Em HUánuco, senti que o pouco que podia fazer, dar meus abraços, meu sorriso, minha vontade de ajudar, não era muito, mas era valorizado pelas crianças e as mães da comunidade.
Também agradeço a equipe de voluntários internacionais de Umbrella Initiatives /Iniciativa Paraguas pela oportunidade de compartilhar com pessoas de diferentes países, culturas e idiomas, pessoas dispostas por dar e aprender em grupo.
Finalmente, minha vivencia pessoal em Huánuco me traz muitas reflexões, que com o tempo posso entender, mas sem duvidas, tenho claro e em minhas recordações as carinhas das crianças da comunidade, seus rostos não me saem da cabeça, nem tão pouco do meu coração. Estar com eles foi como estar mais perto de Deus"
Juliana Noronha
Escolas Indigenas - Povo Terena - Mato Grosso do Sul - Brasil
Sobre o trabalho nas escolas indígenas de aldeias Terenas/MS
Em junho de 2010 tive a oportunidade de ter uma vivência educacional em terras pantaneiras. Fui a convite de um grande amigo antropólogo, que trabalha com a formação de professores indígenas. A queixa inicial tinha relação direta com o trabalho com as crianças que apresentam alguma necessidade educativa especial, assim como deficiência. A proposta foi fazer uma oficina com os professores indígenas na escola de Dois Irmãos do Buriti/MS e uma assessoria a professoras da Aldeia Passarinho em Miranda/MS
Tivemos alguns problemas na nossa chegada à aldeia, o que ocasionou uma mudança significativa na proposta que havia sido apresentada. Considerando o ritmo diferenciado e elementos culturais necessários para a realização de um trabalho como esse, foi necessário, considerar elementos do cotidiano e demandas internas da organização da Aldeia.
Gostaria de considerar dois momentos, que foram parte desse tempo de reflexão e que considero significativo para compartilhar:
1. Roda de conversa com os professores e coordenador da Escola Indígena - Tempo precioso de troca de experiências, levantamento de hipóteses e sugestão de proposta de trabalho, sobre os principais problemas apresentados pelos alunos e dificuldade que os professores apresentam na intervenção com os alunos.
2. Sondagem com algumas crianças da comunidade - mapeamento de habilidades relacionados à leitura e escrita, assim como competências de construção simbólica e de representação da linguagem.
A situação do ensino lá é muito complicada, uma vez que os professores acabam não tendo uma formação adequada e nem acesso a materiais didáticos e de estudo, que possam fomentar/viabilizar propostas de trabalho que sejam interessantes e eficazes. Além dos aspectos sociais que influenciam a aprendizagem do pequenos, como é a questão da desnutrição e falta de trabalhos relacionados a aquisição de linguagem, inclusive oral.
Por Carol Ferigolli
Proposta inicial:
DIA Horário TEMA/ Atividade proposta
4/6 – sexta Manhã (9hs -12hs) 9hs – 10hs – Apresentação e compartilhar de expectativas sobre o encontro
10hs – 12hs – Roda de conversa sobre alunos que não “aprendem”. Quem são esses alunos? Por que eles não aprendem?
Sondagem
Apresentação de casos reais e possibilidades de intervenção
Tarde (14hs – 18hs) Formação sobre Alfabetização e Letramento
5/6 - sábado Manhã (9hs – 12hs) Sondagem com as crianças na escola indígena
Tarde (14hs – 18hs) Trabalho em grupo – Produção de atividades e intervenções
6/6 - domingo Manhã (10hs – 12hs) 10hs – 11hs – Compartilhar do trabalho em grupo
11hs – 12hs – Avaliação
Em junho de 2010 tive a oportunidade de ter uma vivência educacional em terras pantaneiras. Fui a convite de um grande amigo antropólogo, que trabalha com a formação de professores indígenas. A queixa inicial tinha relação direta com o trabalho com as crianças que apresentam alguma necessidade educativa especial, assim como deficiência. A proposta foi fazer uma oficina com os professores indígenas na escola de Dois Irmãos do Buriti/MS e uma assessoria a professoras da Aldeia Passarinho em Miranda/MS
Tivemos alguns problemas na nossa chegada à aldeia, o que ocasionou uma mudança significativa na proposta que havia sido apresentada. Considerando o ritmo diferenciado e elementos culturais necessários para a realização de um trabalho como esse, foi necessário, considerar elementos do cotidiano e demandas internas da organização da Aldeia.
Gostaria de considerar dois momentos, que foram parte desse tempo de reflexão e que considero significativo para compartilhar:
1. Roda de conversa com os professores e coordenador da Escola Indígena - Tempo precioso de troca de experiências, levantamento de hipóteses e sugestão de proposta de trabalho, sobre os principais problemas apresentados pelos alunos e dificuldade que os professores apresentam na intervenção com os alunos.
2. Sondagem com algumas crianças da comunidade - mapeamento de habilidades relacionados à leitura e escrita, assim como competências de construção simbólica e de representação da linguagem.
A situação do ensino lá é muito complicada, uma vez que os professores acabam não tendo uma formação adequada e nem acesso a materiais didáticos e de estudo, que possam fomentar/viabilizar propostas de trabalho que sejam interessantes e eficazes. Além dos aspectos sociais que influenciam a aprendizagem do pequenos, como é a questão da desnutrição e falta de trabalhos relacionados a aquisição de linguagem, inclusive oral.
Por Carol Ferigolli
Proposta inicial:
DIA Horário TEMA/ Atividade proposta
4/6 – sexta Manhã (9hs -12hs) 9hs – 10hs – Apresentação e compartilhar de expectativas sobre o encontro
10hs – 12hs – Roda de conversa sobre alunos que não “aprendem”. Quem são esses alunos? Por que eles não aprendem?
Sondagem
Apresentação de casos reais e possibilidades de intervenção
Tarde (14hs – 18hs) Formação sobre Alfabetização e Letramento
5/6 - sábado Manhã (9hs – 12hs) Sondagem com as crianças na escola indígena
Tarde (14hs – 18hs) Trabalho em grupo – Produção de atividades e intervenções
6/6 - domingo Manhã (10hs – 12hs) 10hs – 11hs – Compartilhar do trabalho em grupo
11hs – 12hs – Avaliação
ERA UMA VEZ...
ERA UMA VEZ...As histórias e suas contribuições
Por Renata Truffa
Um convite. “Era uma vez...”. Um outro tempo se dá.
É o momento de expor o tempo e o lugar, como diz Von Franz (2007), “a terra de ninguém” do inconsciente coletivo .
Era é um verbo do pretérito imperfeito. Regina Machado (2004) lembra que as crianças brincam utilizando-se deste verbo: “Faz de conta que eu era a mãe e você o pai, tá?”. Os artistas também, como nesta frase de Chico Buarque: “Agora eu era herói”!
Quando se diz: “Há um tempo atrás eu era mais tímida”, o “era” é cronológico, referindo-se a uma questão do passado. Mas, o “era” do “Era uma vez” não é cronológico. É um tempo da imaginação, da fantasia, da criação.
Regina Machado comenta:
“Quando ouvimos um conto – adultos ou crianças -, temos uma experiência singular, única, que particulariza para cada um de nós, no instante da narração, uma construção imaginativa que se organiza fora do tempo da história cotidiana, no tempo do ‘era’. Tal experiência diz respeito à universalidade do ser humano e, ao mesmo tempo, à experiência pessoal como parte dessa universalidade...A história só existe quando é contada ou lida e se atualiza para cada ouvinte ou leitor. ‘Era uma vez’ quer dizer que a singularidade do momento da narração unifica o passado mítico – fora do tempo – com o presente único – no tempo – daquela pessoa que a escuta e a presentifica. É a história dessa pessoa que se conta para ela por meio do relato universal”. (MACHADO, 2004, p. 23)
O ouvinte e/ou leitor possa a estar na história quando ela é contada. Ele passa, em seu imaginário, a estar na história, ele “era” a história.
Alessandra Giordano comenta:
“Que verbo é este: ERA? Fui é passado, Sou é presente, Serei é futuro, e ERA? O que é? Fico pensando que ERA é o tempo do instante que jamais se repete. Este instante (imperfeito que é perfeito) não será jamais o próximo. É sempre único e está fora da seqüência temporal e espacial, pois a voz que fala o ERA UMA VEZ é sempre outra...E como diz o poeta: ‘nada do que foi será do jeito que já foi um dia”. (GIORDANO, 2007, p. 36)
“Era uma vez...” coloca o ouvinte em prontidão para adentrar em um outro tempo. Um tempo sem tempo cronológico. Um tempo interno.
Desde os tempos primitivos a história é parte da vida do homem. Os estudos antropológicos demonstram que sempre houve a presença de um contador de histórias, que, ao contar histórias, muitas das vezes, tinha como objetivo perpetuar a cultura daquele povo. Portanto, elas – as histórias – surgiram muito antes da psicologia e das artes, como afirma Clarissa Pinkola Estes:
“As histórias são muito mais antigas do que a arte e a psicologia, e serão sempre as mais velhas nessa comparação, não importa quanto tempo passe”. (ESTES, 1994, p.35)
Elas foram ganhando outras funções. São excelente recurso educativo, propiciam a reflexão e estimulam a transformação.
Para as histórias, as palavras. O poeta Edmond Vandercammen disse que uma palavra pode ser uma aurora, um abrigo seguro. Gaston Bachelard, em seu livro A poética do devaneio, escreve poeticamente:
“Sou, com efeito, um sonhador de palavras, um sonhador de palavras escritas. Acredito estar lendo. Uma palavra me interrompe. Abandono a página. As sílabas da palavra começam a se agitar. Acentos tônicos começam a inverter-se. A palavra abandona o seu sentido, como uma sobrecarga demasiado pesada que impede o sonhar. As palavras assumem então outros significados, como se tivessem o direito de ser jovens. E as palavras se vão, buscando, nas brenhas do vocabulário, novas companhias, más companhias. Quantos conflitos menores não é necessário resolver quando se passa do devaneio erradio ao vocabulário racional”. (BACHELARD, 2001, p. 17)
As palavras, através das histórias, adquirem novos e únicos significados. Histórias valorizam a individualidade, para cada ouvinte e/ou leitor a história é uma. Mônica Guttmann, esclarece a este respeito:
“As palavras podem ser pensadas, escritas, ditas e ouvidas, mas os significados e as imagens que elas adquirem são únicos para cada indivíduo. Palavras nomeiam sentimentos, emoções, pensamentos, que geram outras palavras, outras imagens”. (GUTTMANN, 2004, p. 257)
O educador que utiliza-se de histórias poderá tornar mais prazerosa e produtiva a aprendizagem da leitura e escrita. Rubem Alves define-se como um contador de histórias e, sabemos, é ele um grande educador:
“Eu sou um contador de estórias. Descobri-me um contador de estórias contando estórias para a minha filha pequena. As estórias se formam da mesma maneira como se forma a pérola dentro de um ostra. Ostras felizes não fazem pérolas. É preciso que um grão de areia entre em sua carne mole. O grão de areia a torna uma ostra infeliz. Para livrar-se da dor do grão de areia, a ostra pacientemente o envolve com uma substância lisa, sem arestas e redonda: a pérola. E é assim também que nascem as estórias, como as pérolas. Minha filha nasceu com um defeito facial. Eu contava estórias para transformar a dor em beleza. Mas, para isso, era necessário que eu tivesse poderes de feiticeiro. Estórias são rituais mágicos...Ao terminar de contar uma história, minha filha me perguntava sempre: ‘Papai, essa estória aconteceu de verdade?’ E eu não podia lhe dar a resposta. A minha resposta seria demais para a cabecinha de uma criança. Minha resposta teria sido: ‘Não. Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre....” (ALVES, 2005, p. 134)
O contato com a arte, e dentro da arte, a poesia, a literatura, os contos de fada, os mitos ajudam no desenvolvimento moral e intelectual. John Naisbitt apresenta uma carta que Charles Darwin escreveu no fim de sua vida:
“Até meus 30 anos ou mais, a poesia proporcionou-me grande prazer. Mas agora faz muitos anos que não suporto ler nenhuma linha sequer de poesia. Minha mente parece ter se tornado uma máquina de processar consideráveis coleções de fatos, transformando-os em leis gerais. Se eu tivesse que viver minha vida de novo, adotaria a regra de ler um pouco de poesia e ouvir um pouco de música várias vezes todas as semanas. A perda desses gostos é uma perda de felicidade, e pode ser prejudicial ao intelecto e, mais provavelmente, ao caráter moral, debilitando a parte emocional de nossa natureza” (NAISBITT, 2007, 269) .
A carta de Darwin demonstra o valor das artes, das letras, palavras, poesias, histórias na educação do homem. Educadores contadores de histórias têm a possibilidade de estimularem a educação integral da criança e, juntamente com isto, sua autonomia.
A carta escrita por Charles Darwin e sua biografia encontram-se no site: http://pages.britishlibrary.net/charles.darwin.
Inconsciente coletivo: Segundo Jung “o inconsciente coletivo (...) como herança imemorial de possibilidades de representação, não é individual, mas comum a todos os homens (...), e constitui a verdadeira base do psiquismo individual”(Jung, 1987, p.15).
BIBLIOGRAFIA
ALVES, Rubem. Um céu numa flor silvestre. A beleza em todas as coisas. Campinas: Verus, 2005.
BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CIORNAI, Selma (org). Percursos em arteterapia – Volume 1. São Paulo: Summus, 2005
ESTES, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
GIORDANO, Alessandra. Contar histórias. Um recurso arte-terapêutico de transformação e cura. São Paulo: Artes Médicas, 2007.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1964.
MACHADO, Regina. Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo, DCL, 2004.
NAISBITT, John. O líder do futuro. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.
VON FRANZ, Marie-Louise. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro. Achiamé, 2007.
SUGESTÃO DE LIVROS ALÉM DA BIBLIOGRAFIA ACIMA:
ANDERSEN, Christian Hans. Os contos de Andersen. São Paulo: Paulus Editora, 2003.
BORJA, Maria Isabel (org); VASSALO, M. (org). O livro dos sentimentos. Crônicas, contos e poemas para jogar com as emoções. Rio de Janeiro: Guarda Chuva, 2006.
BONAVENTURE, Jette. O que conta um conto. São Paulo: Paulinas, 1992.
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. 24. ed. São Paulo, Palas Athenat, 2006.
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. 11. ed. São Paulo, Pensamento, 1995.
DUARTE JR., João Francisco. O sentido dos sentidos. A educação (do) sensível. 3. ed. Curitiba: Criar, 2001.
ESTES, Clarissa Pinkola. Contos do Irmãos Grimm. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
FRIEDMAN, Adriana. O universo simbólico da criança. Olhares sensíveis para a infância. Petrópolis: Vozes, 2005.
FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
MACHADO, Regina. Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo, DCL, 2004.
OAKLANDER, Violet. Descobrindo crianças. A abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. 14. ed. São Paulo: Summus, 1980.
VON FRANZ, Marie-Louise. O feminino nos contos de fadas. Petrópolis. Vozes, 1995.
VON FRANZ, Marie-Louise. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro. Achiamé, 1981.
PACHECO, José. Para Alice, com amor. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
READ, Herbert. A redenção do robô. Meu encontro com a educação através da arte. 3.ed. São Paulo: Summus, 1986.
READ, Herbert. A Educação pela arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
SORSY, Inno, MATOS, Gyslaine Avelar. O ofício do contador de histórias. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2001.
KAST, Verena. A ansiedade e formas de lidar com ela nos contos de fada. São Paulo: Paulus, 2006.
Por Renata Truffa
Um convite. “Era uma vez...”. Um outro tempo se dá.
É o momento de expor o tempo e o lugar, como diz Von Franz (2007), “a terra de ninguém” do inconsciente coletivo .
Era é um verbo do pretérito imperfeito. Regina Machado (2004) lembra que as crianças brincam utilizando-se deste verbo: “Faz de conta que eu era a mãe e você o pai, tá?”. Os artistas também, como nesta frase de Chico Buarque: “Agora eu era herói”!
Quando se diz: “Há um tempo atrás eu era mais tímida”, o “era” é cronológico, referindo-se a uma questão do passado. Mas, o “era” do “Era uma vez” não é cronológico. É um tempo da imaginação, da fantasia, da criação.
Regina Machado comenta:
“Quando ouvimos um conto – adultos ou crianças -, temos uma experiência singular, única, que particulariza para cada um de nós, no instante da narração, uma construção imaginativa que se organiza fora do tempo da história cotidiana, no tempo do ‘era’. Tal experiência diz respeito à universalidade do ser humano e, ao mesmo tempo, à experiência pessoal como parte dessa universalidade...A história só existe quando é contada ou lida e se atualiza para cada ouvinte ou leitor. ‘Era uma vez’ quer dizer que a singularidade do momento da narração unifica o passado mítico – fora do tempo – com o presente único – no tempo – daquela pessoa que a escuta e a presentifica. É a história dessa pessoa que se conta para ela por meio do relato universal”. (MACHADO, 2004, p. 23)
O ouvinte e/ou leitor possa a estar na história quando ela é contada. Ele passa, em seu imaginário, a estar na história, ele “era” a história.
Alessandra Giordano comenta:
“Que verbo é este: ERA? Fui é passado, Sou é presente, Serei é futuro, e ERA? O que é? Fico pensando que ERA é o tempo do instante que jamais se repete. Este instante (imperfeito que é perfeito) não será jamais o próximo. É sempre único e está fora da seqüência temporal e espacial, pois a voz que fala o ERA UMA VEZ é sempre outra...E como diz o poeta: ‘nada do que foi será do jeito que já foi um dia”. (GIORDANO, 2007, p. 36)
“Era uma vez...” coloca o ouvinte em prontidão para adentrar em um outro tempo. Um tempo sem tempo cronológico. Um tempo interno.
Desde os tempos primitivos a história é parte da vida do homem. Os estudos antropológicos demonstram que sempre houve a presença de um contador de histórias, que, ao contar histórias, muitas das vezes, tinha como objetivo perpetuar a cultura daquele povo. Portanto, elas – as histórias – surgiram muito antes da psicologia e das artes, como afirma Clarissa Pinkola Estes:
“As histórias são muito mais antigas do que a arte e a psicologia, e serão sempre as mais velhas nessa comparação, não importa quanto tempo passe”. (ESTES, 1994, p.35)
Elas foram ganhando outras funções. São excelente recurso educativo, propiciam a reflexão e estimulam a transformação.
Para as histórias, as palavras. O poeta Edmond Vandercammen disse que uma palavra pode ser uma aurora, um abrigo seguro. Gaston Bachelard, em seu livro A poética do devaneio, escreve poeticamente:
“Sou, com efeito, um sonhador de palavras, um sonhador de palavras escritas. Acredito estar lendo. Uma palavra me interrompe. Abandono a página. As sílabas da palavra começam a se agitar. Acentos tônicos começam a inverter-se. A palavra abandona o seu sentido, como uma sobrecarga demasiado pesada que impede o sonhar. As palavras assumem então outros significados, como se tivessem o direito de ser jovens. E as palavras se vão, buscando, nas brenhas do vocabulário, novas companhias, más companhias. Quantos conflitos menores não é necessário resolver quando se passa do devaneio erradio ao vocabulário racional”. (BACHELARD, 2001, p. 17)
As palavras, através das histórias, adquirem novos e únicos significados. Histórias valorizam a individualidade, para cada ouvinte e/ou leitor a história é uma. Mônica Guttmann, esclarece a este respeito:
“As palavras podem ser pensadas, escritas, ditas e ouvidas, mas os significados e as imagens que elas adquirem são únicos para cada indivíduo. Palavras nomeiam sentimentos, emoções, pensamentos, que geram outras palavras, outras imagens”. (GUTTMANN, 2004, p. 257)
O educador que utiliza-se de histórias poderá tornar mais prazerosa e produtiva a aprendizagem da leitura e escrita. Rubem Alves define-se como um contador de histórias e, sabemos, é ele um grande educador:
“Eu sou um contador de estórias. Descobri-me um contador de estórias contando estórias para a minha filha pequena. As estórias se formam da mesma maneira como se forma a pérola dentro de um ostra. Ostras felizes não fazem pérolas. É preciso que um grão de areia entre em sua carne mole. O grão de areia a torna uma ostra infeliz. Para livrar-se da dor do grão de areia, a ostra pacientemente o envolve com uma substância lisa, sem arestas e redonda: a pérola. E é assim também que nascem as estórias, como as pérolas. Minha filha nasceu com um defeito facial. Eu contava estórias para transformar a dor em beleza. Mas, para isso, era necessário que eu tivesse poderes de feiticeiro. Estórias são rituais mágicos...Ao terminar de contar uma história, minha filha me perguntava sempre: ‘Papai, essa estória aconteceu de verdade?’ E eu não podia lhe dar a resposta. A minha resposta seria demais para a cabecinha de uma criança. Minha resposta teria sido: ‘Não. Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre....” (ALVES, 2005, p. 134)
O contato com a arte, e dentro da arte, a poesia, a literatura, os contos de fada, os mitos ajudam no desenvolvimento moral e intelectual. John Naisbitt apresenta uma carta que Charles Darwin escreveu no fim de sua vida:
“Até meus 30 anos ou mais, a poesia proporcionou-me grande prazer. Mas agora faz muitos anos que não suporto ler nenhuma linha sequer de poesia. Minha mente parece ter se tornado uma máquina de processar consideráveis coleções de fatos, transformando-os em leis gerais. Se eu tivesse que viver minha vida de novo, adotaria a regra de ler um pouco de poesia e ouvir um pouco de música várias vezes todas as semanas. A perda desses gostos é uma perda de felicidade, e pode ser prejudicial ao intelecto e, mais provavelmente, ao caráter moral, debilitando a parte emocional de nossa natureza” (NAISBITT, 2007, 269) .
A carta de Darwin demonstra o valor das artes, das letras, palavras, poesias, histórias na educação do homem. Educadores contadores de histórias têm a possibilidade de estimularem a educação integral da criança e, juntamente com isto, sua autonomia.
A carta escrita por Charles Darwin e sua biografia encontram-se no site: http://pages.britishlibrary.net/charles.darwin.
Inconsciente coletivo: Segundo Jung “o inconsciente coletivo (...) como herança imemorial de possibilidades de representação, não é individual, mas comum a todos os homens (...), e constitui a verdadeira base do psiquismo individual”(Jung, 1987, p.15).
BIBLIOGRAFIA
ALVES, Rubem. Um céu numa flor silvestre. A beleza em todas as coisas. Campinas: Verus, 2005.
BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CIORNAI, Selma (org). Percursos em arteterapia – Volume 1. São Paulo: Summus, 2005
ESTES, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
GIORDANO, Alessandra. Contar histórias. Um recurso arte-terapêutico de transformação e cura. São Paulo: Artes Médicas, 2007.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1964.
MACHADO, Regina. Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo, DCL, 2004.
NAISBITT, John. O líder do futuro. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.
VON FRANZ, Marie-Louise. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro. Achiamé, 2007.
SUGESTÃO DE LIVROS ALÉM DA BIBLIOGRAFIA ACIMA:
ANDERSEN, Christian Hans. Os contos de Andersen. São Paulo: Paulus Editora, 2003.
BORJA, Maria Isabel (org); VASSALO, M. (org). O livro dos sentimentos. Crônicas, contos e poemas para jogar com as emoções. Rio de Janeiro: Guarda Chuva, 2006.
BONAVENTURE, Jette. O que conta um conto. São Paulo: Paulinas, 1992.
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. 24. ed. São Paulo, Palas Athenat, 2006.
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. 11. ed. São Paulo, Pensamento, 1995.
DUARTE JR., João Francisco. O sentido dos sentidos. A educação (do) sensível. 3. ed. Curitiba: Criar, 2001.
ESTES, Clarissa Pinkola. Contos do Irmãos Grimm. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
FRIEDMAN, Adriana. O universo simbólico da criança. Olhares sensíveis para a infância. Petrópolis: Vozes, 2005.
FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
MACHADO, Regina. Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo, DCL, 2004.
OAKLANDER, Violet. Descobrindo crianças. A abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. 14. ed. São Paulo: Summus, 1980.
VON FRANZ, Marie-Louise. O feminino nos contos de fadas. Petrópolis. Vozes, 1995.
VON FRANZ, Marie-Louise. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro. Achiamé, 1981.
PACHECO, José. Para Alice, com amor. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
READ, Herbert. A redenção do robô. Meu encontro com a educação através da arte. 3.ed. São Paulo: Summus, 1986.
READ, Herbert. A Educação pela arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
SORSY, Inno, MATOS, Gyslaine Avelar. O ofício do contador de histórias. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2001.
KAST, Verena. A ansiedade e formas de lidar com ela nos contos de fada. São Paulo: Paulus, 2006.
O menino que carregava água na peneira - Manoel de Barros
O Menino Que Carregava Água Na Peneira
Manoel de Barros
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
Manoel de Barros
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
Alfabetização/Educação/Ler - José Pacheco
Alfabetização
O “Aurélio” diz-nos ser “acto, efeito, modo, ou processo de alfabetizar (-se)”.
No tempo da “tia tapa o pote”
Aos dois anos de idade, a Alice lançou-se na senda das descobertas do linguarejar. E eu, avô babado não me cansava de espevitar a pimpolha. Espantava-me e divertia-me com as suas generalizações. Encorajava-a, incitando-a ao diálogo, desafiava a sua criatividade com socráticas subtilezas:
- A Alice é a netinha do avô?
- É.
- Sabes quem é a netinha do avô?
- Sabo!
Talvez revendo-se num outro lado de um freudiano espelho – eu sei lá! – o certo é que a Alice me retorquia numa lógica implacável e zurzidora de ortodoxias gramaticais.
- O que é isto? – perguntava-lhe, apontando as mãozinhas do irmão Marcos.
- Ito é as mões do minino!
Reaprendi a gramática do bom senso, compassivamente anotando os absurdos que a Alice, sem o saber, denunciava, os mesmos absurdos que os adultos de então não conseguiam identificar. Reaprendi com os sábios arabescos linguísticos da minha neta muito daquilo que eu tive de desaprender quando, um dia, quis ser professor. E vieram à memória episódios que ouvi contar, quando ainda exercia essa maravilhosa profissão.
Parece que foi ontem, e já lá vão tantos anos! Era no tempo do hegemónico método analítico-sintético por alguns chamado fónico, Um tempo distante, em que o “p” e o “t” eram aprendidos através da repetição soletrada de frases de alto gabarito intelectual do género: “a tia tapa o pote”, “a tia é tua”, “é a tua pua”.
Nesse tempo, como na actualidade, algum pai, em seu perfeito juízo, se lembraria de repreender o filho, no momento em que este balbuciasse a primeira palavra? Estou a ver o pequeno a exclamar “papá!”, e o zeloso progenitor a corrigi-lo de imediato:
- Não se diz papá! Diz comigo: “um pê e um a… pa; mais um pê e um a… pá”. E, agora, diz tudo pegado: “papá”. Assim é que está bem!
O leitor considerará ridícula tal descrição. Tem toda a razão, mas era assim que se aprendia a ler nas escolas daquele tempo. Tudo passava pela soletração, apesar de alguns episódios terem propiciado suficientes pretextos para interpelar absurdos e efectivar uma revisão metodológica.
Recordemos o daquela professora que, pretendendo ensinar o ditongo nasal “ão” e o seu plural “ões”, exibiu uma gravura, a apontou e disse para a turma:
- Ora vamos lá! Quero toda a gente a ler esta palavrinha!
E toda a turma, num coro estridente, soletrou:
- Por…co!!!
- Não é porco. É leitão!!! – gritou a mestra.
Sem comentários, passemos a um outro episódio exemplar. Numa escolinha da Ilha da Madeira, a professora pretendia ensinar a consoante “b”. Desenhou no quadro negro um tubérculo mal amanhado a que os insulares dão o nome de “semelha”. Porém, a mestra escreveu por debaixo da tosca figura a palavra “batata”.
- Vá lá, menina! Ora lê!
A aluna fitou demoradamente o desenho. Depois, voltou o olhar para a impaciente mestra.
- Estás espera de quê? Levanta-te e lê!
A pequena levantou-se, mas deitou os olhos ao chão.
- Ó minha grandessíssima burra! Tu não sabes que estamos a dar o “b”? Vê-se logo que não estudaste a lição em casa!
A miúda tinha estudado a lição. E, por isso mesmo, hesitava. Porque a bota não dava com a perdigota, como adiante iremos ver…
- Nunca comeste disto? – insistiu a professora, apontando para aquilo que, para um adulto alfabetizado, deveria ser a representação de uma batata - Nem assim, minha burra?
Abra-se um justo parêntesis para referir que, no século passado, expressões como “ó minha burra”, “ó minha besta”, “ó meu anormal”, eram ternamente utilizados por alguns professores como recursos pedagógicos, à míngua de conhecimento de elementares conceitos como o de “reforço positivo”, que tinham ficado confinados aos testes de Psicologia da Educação parcimoniosamente copiados e esquecidos. Mas, porque provas e respectivas cábulas são coisas do passado da formação de professores, retomemos a descrição do episódio.
A concretização do plano da aula (para quem não seja desse tempo, diga-se que os “planos de aula” eram também apetrechos usados nas escolas, no século XX), estava comprometido. A professora havia destinado cinco minutos para a “motivação” e outros cinco para a “introdução do novo vocábulo”.
Só mais um parêntesis para dizer que não poderei aqui explicar o contido entre aspas, dada a inverosimilhança com que estes artefactos da proto-pedagogia se apresentam no nosso tempo. Retomemos, pois, a narrativa.
A mestra aprimorou-se na criatividade posta na invectiva:
- Ó minha parva, tu senta-te, que já me deste cabo do plano, e já nem te estou a ver bem!
A “parva” sentou-se aliviada.
- Já vi que dali não há-de sair nada. Diz lá tu, ó Toninho! O que é que está aqui escrito?
O Toninho era o “inteligente” da turma. Era um miúdo grave e delicado. O ternurento diminutivo usado pela professora ficava-lhe a matar. Também lhe assentava como uma luva o cognome de “Mete Nojo”, que o Nelo das Fajãs havia inventado e que a turma, unanimemente, adoptou.
Filho do senhor engenheiro agrónomo, seria evidente para a mestra que o Toninho reconhecesse o tubérculo e soletrasse a preceito “ba…ta…ta”.
- Diz lá, Toninho, o que aqui está escrito.
- Semelha, senhora professora. – disse o Toninho.
Foi então que a professora nada e criada no Portugal Continental se apercebeu de que, na véspera, havia almoçado semelhas com bacalhau, pensando comer batatas.
Educação
Vem do latim educare (ou será educere?...), que significa instruir, formar.
“Há gente que nasce longe de casa”
Num aeroporto afectado pela “crise”, eu deveria efectuar um voo de conexão e tentava explicar o óbvio: Minha senhora, repare que eu já tenho cartão de embarque, não preciso de vir para esta fila.
Se lhe disseram para vir para esta fila, é porque tem de vir – nesse diálogo de surdos, a funcionária voltou-me as costas, sem me dar tempo a replicar.
Meia hora decorrida e muita impaciência acumulada, cheguei ao balcão. Mostrei o cartão de embarque:
“O senhor não precisava de vir aqui para esta fila. E, agora, já fechou o chek in do seu voo – disse-me, sem me olhar. Telefonou, teclou, entregou-me um novo cartão de embarque para um voo que partiria três horas depois. Cabisbaixa, disse-me: Foi o máximo que pude fazer… Em silêncio, afastei-me.
Enquanto aguardei o tardio voo, observei os passos em volta: gente cochilando, gente reclamando, gente apática, ou resignada, tal como eu… Tive tempo suficiente para meditar, “transgredindo a ordem do superficial” e concluir que, nos grandes aglomerados humanos, as pessoas se submetem a uma forçada convivência, toleram o outro sem o aceitar, suportam um “aturai-vos uns aos outros” num incómodo mal disfarçado.
La Rochelle disse que “a cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo quanto povoa a solidão – a cidade é o vazio”. Isso mesmo: um vazio com raízes que eu busco esclarecer. Inevitavelmente, a minha cultura profissional isolou as raízes de uma instituição geradora de vazios: chamou a Escola à colação. As escolas onde as funcionárias do aeroporto e os seus clientes se formaram eram arquipélagos de solidões povoados por rituais vazios de significado.
Educar é assumir responsabilidade social, solidarizar-se eticamente. Somos marcados pela incompletude, geneticamente sociais e geneticamente históricos, porque, como diria Walon ou Freire, criamos vínculos. A arte de conviver (viver com) exige uma atitude de abertura, o reconhecimento do outro e o respeito pela pessoa do outro. Mas onde se poderá aprender essa arte? Na Escola? Na Família? Na televisão? Na internet?
A Educação do Homem percorre caminhos sinuosos. Antes de ser escolarizada, a criança já esteve passivamente exposta a muitos milhares de horas de televisão, sem agir criticamente sobre as mensagens, sem discernimento para se proteger de programações imbecis. Forma-se o solitário adulto espectador no vazio da indiferença: “Militares americanos bombardearam uma aldeia afegã. As bombas visavam matar talibans, mas assassinaram crianças. Para os militares o raid aéreo foi um sucesso, fundamentando: “Quem nos garante que esses meninos não viriam a ser perigosos talibans?”
O Sartre estava certo de que, se não somos responsáveis pelo que fizeram de nós, somos responsáveis por aquilo que fizermos com aquilo que fizeram de nós. E eu opto por pensar nos professores que eu conheço, que já vão trocando uma profissão solitária por uma profissão solidária. E não se trata de uma mera troca de uma consoante por outra consoante. Trata-se de uma profunda mudança cultural. O primeiro passo dessa reconversão consiste em os professores se sentarem à volta de uma mesa, ou na relva de um parque, para se transformarem numa equipe. Um projecto faz-se com pessoas, privilegiando laços afectivos. Com pessoas conciliadas consigo e com os seus pares.
Com esta reconfortante reflexão, aquieto-me. E o tempo de espera pelo voo fica mais breve, mais suportável. Embora saiba que ainda há muita gente distante de si própria! Como diria a Maria, “às vezes, há gente que nasce longe de casa...”
Ler
Não confundir com a decifração de símbolos ou o papaguear palavras!
Saber ler
Durante muitos anos, o compositor Lopes Graça foi perseguido pelos esbirros da polícia política, só por ser homem de escrever verdades. Numa das suas polémicas intervenções escritas, travou-se de razões com um tal Coelho, músico protegido pela Ditadura de Salazar. Publicou um opúsculo escrito de tal modo que chegou aos leitores sem ficar exposto aos cortes do “lápis azul”. Esse opúsculo foi um êxito editorial, até ao momento em que a polícia política invadiu as instalações da editora e apreendeu o que restava dos exemplares por vender.
Como era uso nessa época de privação das liberdades, o título da obra teria de despistar os meirinhos da censura. Na capa do livro estava escrito “A Caça aos Coelhos”. E foram milhares os caçadores que o compraram…
Em Portugal, jornais publicaram rankings de escolas, na cretina atitude de pretender comparar escolas com diferentes características, públicos diversos e situadas em regiões díspares. Publiquei um artigo, num jornal diário de grande tiragem, denunciando a farsa dos rankings. A minha intenção era a de defender a dignidade das escolas que tinham ficado situadas nos últimos lugares da lista. Quando o meu artigo foi publicado, recebi de muitos professores cartas de elogio e incentivo.
Fiz publicar o mesmo artigo no jornal da minha terra como gesto de solidariedade para com uma escola que conheço e que estava situada nos últimos lugares do ranking. Decorridos alguns dias, alguns professores dessa escola passavam por mim e nem sequer um bom-dia me davam. Estranhei. Semanas depois, compreendi o que se passava: a directora dessa escola dizia que eu tinha publicado um artigo atacando a sua escola. A senhora directora leu o que não estava escrito no artigo. E foi mais longe, movendo-me um autêntico processo de intenções.
Há professores que não lêem. Outros lêem e não entendem o que lêem. E bem pior do que não saber ler é utilizar o que não se entende como arma de arremesso, fazendo crer a outros (que não leram, ou não sabem ler) intenções que o autor não teve. Uma sociedade de “grau zero de literacia” (não é só no Brasil que o analfabetismo funcional prospera), é terreno fértil para que indivíduos sem escrúpulos se recusem a discutir a realidade, a partir de outro ponto de vista que não seja o seu.
Ler é diferente de compreender. Ler pressupõe o domínio do vocabulário utilizado, da estrutura sintáctica do material escrito, do conteúdo. A atitude do leitor e os seus preconceitos, ou seu interesse relativamente ao texto lido, influenciam a interpretação. Ser leitor pressupõe ser capaz de distinguir entre factos e opiniões, captar o significado literal, as asserções directas, as asserções paralelas, as paráfrases… O domínio da linguagem pode ser afectado pela rigidez de ideias, por carência de capacidade discriminativa. Ser letrado não significa apenas saber ler e escrever, mas ser funcionalmente letrado.
As nossas escolas dispõem de excelentes profissionais, mas albergam, também, docentes cuja iliteracia nos deve inquietar. Enquanto professor de universidade, eu tive a ingrata surpresa de verificar que muitos alunos, que pretendiam ser professores (e que, hoje, o são!) eram incapazes de alinhavar uma ideia, de redigir um parágrafo sem erros ortográficos, de interpretar um texto de complexidade maior.
De que serve ocultar a realidade? Ter um canudo não faz de um licenciado uma pessoa culta. É preciso admitir uma dolorosa realidade: num país de “doutores”, nem só entre o povo simples a ignorância prospera – também há professores ignorantes.
O “Aurélio” diz-nos ser “acto, efeito, modo, ou processo de alfabetizar (-se)”.
No tempo da “tia tapa o pote”
Aos dois anos de idade, a Alice lançou-se na senda das descobertas do linguarejar. E eu, avô babado não me cansava de espevitar a pimpolha. Espantava-me e divertia-me com as suas generalizações. Encorajava-a, incitando-a ao diálogo, desafiava a sua criatividade com socráticas subtilezas:
- A Alice é a netinha do avô?
- É.
- Sabes quem é a netinha do avô?
- Sabo!
Talvez revendo-se num outro lado de um freudiano espelho – eu sei lá! – o certo é que a Alice me retorquia numa lógica implacável e zurzidora de ortodoxias gramaticais.
- O que é isto? – perguntava-lhe, apontando as mãozinhas do irmão Marcos.
- Ito é as mões do minino!
Reaprendi a gramática do bom senso, compassivamente anotando os absurdos que a Alice, sem o saber, denunciava, os mesmos absurdos que os adultos de então não conseguiam identificar. Reaprendi com os sábios arabescos linguísticos da minha neta muito daquilo que eu tive de desaprender quando, um dia, quis ser professor. E vieram à memória episódios que ouvi contar, quando ainda exercia essa maravilhosa profissão.
Parece que foi ontem, e já lá vão tantos anos! Era no tempo do hegemónico método analítico-sintético por alguns chamado fónico, Um tempo distante, em que o “p” e o “t” eram aprendidos através da repetição soletrada de frases de alto gabarito intelectual do género: “a tia tapa o pote”, “a tia é tua”, “é a tua pua”.
Nesse tempo, como na actualidade, algum pai, em seu perfeito juízo, se lembraria de repreender o filho, no momento em que este balbuciasse a primeira palavra? Estou a ver o pequeno a exclamar “papá!”, e o zeloso progenitor a corrigi-lo de imediato:
- Não se diz papá! Diz comigo: “um pê e um a… pa; mais um pê e um a… pá”. E, agora, diz tudo pegado: “papá”. Assim é que está bem!
O leitor considerará ridícula tal descrição. Tem toda a razão, mas era assim que se aprendia a ler nas escolas daquele tempo. Tudo passava pela soletração, apesar de alguns episódios terem propiciado suficientes pretextos para interpelar absurdos e efectivar uma revisão metodológica.
Recordemos o daquela professora que, pretendendo ensinar o ditongo nasal “ão” e o seu plural “ões”, exibiu uma gravura, a apontou e disse para a turma:
- Ora vamos lá! Quero toda a gente a ler esta palavrinha!
E toda a turma, num coro estridente, soletrou:
- Por…co!!!
- Não é porco. É leitão!!! – gritou a mestra.
Sem comentários, passemos a um outro episódio exemplar. Numa escolinha da Ilha da Madeira, a professora pretendia ensinar a consoante “b”. Desenhou no quadro negro um tubérculo mal amanhado a que os insulares dão o nome de “semelha”. Porém, a mestra escreveu por debaixo da tosca figura a palavra “batata”.
- Vá lá, menina! Ora lê!
A aluna fitou demoradamente o desenho. Depois, voltou o olhar para a impaciente mestra.
- Estás espera de quê? Levanta-te e lê!
A pequena levantou-se, mas deitou os olhos ao chão.
- Ó minha grandessíssima burra! Tu não sabes que estamos a dar o “b”? Vê-se logo que não estudaste a lição em casa!
A miúda tinha estudado a lição. E, por isso mesmo, hesitava. Porque a bota não dava com a perdigota, como adiante iremos ver…
- Nunca comeste disto? – insistiu a professora, apontando para aquilo que, para um adulto alfabetizado, deveria ser a representação de uma batata - Nem assim, minha burra?
Abra-se um justo parêntesis para referir que, no século passado, expressões como “ó minha burra”, “ó minha besta”, “ó meu anormal”, eram ternamente utilizados por alguns professores como recursos pedagógicos, à míngua de conhecimento de elementares conceitos como o de “reforço positivo”, que tinham ficado confinados aos testes de Psicologia da Educação parcimoniosamente copiados e esquecidos. Mas, porque provas e respectivas cábulas são coisas do passado da formação de professores, retomemos a descrição do episódio.
A concretização do plano da aula (para quem não seja desse tempo, diga-se que os “planos de aula” eram também apetrechos usados nas escolas, no século XX), estava comprometido. A professora havia destinado cinco minutos para a “motivação” e outros cinco para a “introdução do novo vocábulo”.
Só mais um parêntesis para dizer que não poderei aqui explicar o contido entre aspas, dada a inverosimilhança com que estes artefactos da proto-pedagogia se apresentam no nosso tempo. Retomemos, pois, a narrativa.
A mestra aprimorou-se na criatividade posta na invectiva:
- Ó minha parva, tu senta-te, que já me deste cabo do plano, e já nem te estou a ver bem!
A “parva” sentou-se aliviada.
- Já vi que dali não há-de sair nada. Diz lá tu, ó Toninho! O que é que está aqui escrito?
O Toninho era o “inteligente” da turma. Era um miúdo grave e delicado. O ternurento diminutivo usado pela professora ficava-lhe a matar. Também lhe assentava como uma luva o cognome de “Mete Nojo”, que o Nelo das Fajãs havia inventado e que a turma, unanimemente, adoptou.
Filho do senhor engenheiro agrónomo, seria evidente para a mestra que o Toninho reconhecesse o tubérculo e soletrasse a preceito “ba…ta…ta”.
- Diz lá, Toninho, o que aqui está escrito.
- Semelha, senhora professora. – disse o Toninho.
Foi então que a professora nada e criada no Portugal Continental se apercebeu de que, na véspera, havia almoçado semelhas com bacalhau, pensando comer batatas.
Educação
Vem do latim educare (ou será educere?...), que significa instruir, formar.
“Há gente que nasce longe de casa”
Num aeroporto afectado pela “crise”, eu deveria efectuar um voo de conexão e tentava explicar o óbvio: Minha senhora, repare que eu já tenho cartão de embarque, não preciso de vir para esta fila.
Se lhe disseram para vir para esta fila, é porque tem de vir – nesse diálogo de surdos, a funcionária voltou-me as costas, sem me dar tempo a replicar.
Meia hora decorrida e muita impaciência acumulada, cheguei ao balcão. Mostrei o cartão de embarque:
“O senhor não precisava de vir aqui para esta fila. E, agora, já fechou o chek in do seu voo – disse-me, sem me olhar. Telefonou, teclou, entregou-me um novo cartão de embarque para um voo que partiria três horas depois. Cabisbaixa, disse-me: Foi o máximo que pude fazer… Em silêncio, afastei-me.
Enquanto aguardei o tardio voo, observei os passos em volta: gente cochilando, gente reclamando, gente apática, ou resignada, tal como eu… Tive tempo suficiente para meditar, “transgredindo a ordem do superficial” e concluir que, nos grandes aglomerados humanos, as pessoas se submetem a uma forçada convivência, toleram o outro sem o aceitar, suportam um “aturai-vos uns aos outros” num incómodo mal disfarçado.
La Rochelle disse que “a cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo quanto povoa a solidão – a cidade é o vazio”. Isso mesmo: um vazio com raízes que eu busco esclarecer. Inevitavelmente, a minha cultura profissional isolou as raízes de uma instituição geradora de vazios: chamou a Escola à colação. As escolas onde as funcionárias do aeroporto e os seus clientes se formaram eram arquipélagos de solidões povoados por rituais vazios de significado.
Educar é assumir responsabilidade social, solidarizar-se eticamente. Somos marcados pela incompletude, geneticamente sociais e geneticamente históricos, porque, como diria Walon ou Freire, criamos vínculos. A arte de conviver (viver com) exige uma atitude de abertura, o reconhecimento do outro e o respeito pela pessoa do outro. Mas onde se poderá aprender essa arte? Na Escola? Na Família? Na televisão? Na internet?
A Educação do Homem percorre caminhos sinuosos. Antes de ser escolarizada, a criança já esteve passivamente exposta a muitos milhares de horas de televisão, sem agir criticamente sobre as mensagens, sem discernimento para se proteger de programações imbecis. Forma-se o solitário adulto espectador no vazio da indiferença: “Militares americanos bombardearam uma aldeia afegã. As bombas visavam matar talibans, mas assassinaram crianças. Para os militares o raid aéreo foi um sucesso, fundamentando: “Quem nos garante que esses meninos não viriam a ser perigosos talibans?”
O Sartre estava certo de que, se não somos responsáveis pelo que fizeram de nós, somos responsáveis por aquilo que fizermos com aquilo que fizeram de nós. E eu opto por pensar nos professores que eu conheço, que já vão trocando uma profissão solitária por uma profissão solidária. E não se trata de uma mera troca de uma consoante por outra consoante. Trata-se de uma profunda mudança cultural. O primeiro passo dessa reconversão consiste em os professores se sentarem à volta de uma mesa, ou na relva de um parque, para se transformarem numa equipe. Um projecto faz-se com pessoas, privilegiando laços afectivos. Com pessoas conciliadas consigo e com os seus pares.
Com esta reconfortante reflexão, aquieto-me. E o tempo de espera pelo voo fica mais breve, mais suportável. Embora saiba que ainda há muita gente distante de si própria! Como diria a Maria, “às vezes, há gente que nasce longe de casa...”
Ler
Não confundir com a decifração de símbolos ou o papaguear palavras!
Saber ler
Durante muitos anos, o compositor Lopes Graça foi perseguido pelos esbirros da polícia política, só por ser homem de escrever verdades. Numa das suas polémicas intervenções escritas, travou-se de razões com um tal Coelho, músico protegido pela Ditadura de Salazar. Publicou um opúsculo escrito de tal modo que chegou aos leitores sem ficar exposto aos cortes do “lápis azul”. Esse opúsculo foi um êxito editorial, até ao momento em que a polícia política invadiu as instalações da editora e apreendeu o que restava dos exemplares por vender.
Como era uso nessa época de privação das liberdades, o título da obra teria de despistar os meirinhos da censura. Na capa do livro estava escrito “A Caça aos Coelhos”. E foram milhares os caçadores que o compraram…
Em Portugal, jornais publicaram rankings de escolas, na cretina atitude de pretender comparar escolas com diferentes características, públicos diversos e situadas em regiões díspares. Publiquei um artigo, num jornal diário de grande tiragem, denunciando a farsa dos rankings. A minha intenção era a de defender a dignidade das escolas que tinham ficado situadas nos últimos lugares da lista. Quando o meu artigo foi publicado, recebi de muitos professores cartas de elogio e incentivo.
Fiz publicar o mesmo artigo no jornal da minha terra como gesto de solidariedade para com uma escola que conheço e que estava situada nos últimos lugares do ranking. Decorridos alguns dias, alguns professores dessa escola passavam por mim e nem sequer um bom-dia me davam. Estranhei. Semanas depois, compreendi o que se passava: a directora dessa escola dizia que eu tinha publicado um artigo atacando a sua escola. A senhora directora leu o que não estava escrito no artigo. E foi mais longe, movendo-me um autêntico processo de intenções.
Há professores que não lêem. Outros lêem e não entendem o que lêem. E bem pior do que não saber ler é utilizar o que não se entende como arma de arremesso, fazendo crer a outros (que não leram, ou não sabem ler) intenções que o autor não teve. Uma sociedade de “grau zero de literacia” (não é só no Brasil que o analfabetismo funcional prospera), é terreno fértil para que indivíduos sem escrúpulos se recusem a discutir a realidade, a partir de outro ponto de vista que não seja o seu.
Ler é diferente de compreender. Ler pressupõe o domínio do vocabulário utilizado, da estrutura sintáctica do material escrito, do conteúdo. A atitude do leitor e os seus preconceitos, ou seu interesse relativamente ao texto lido, influenciam a interpretação. Ser leitor pressupõe ser capaz de distinguir entre factos e opiniões, captar o significado literal, as asserções directas, as asserções paralelas, as paráfrases… O domínio da linguagem pode ser afectado pela rigidez de ideias, por carência de capacidade discriminativa. Ser letrado não significa apenas saber ler e escrever, mas ser funcionalmente letrado.
As nossas escolas dispõem de excelentes profissionais, mas albergam, também, docentes cuja iliteracia nos deve inquietar. Enquanto professor de universidade, eu tive a ingrata surpresa de verificar que muitos alunos, que pretendiam ser professores (e que, hoje, o são!) eram incapazes de alinhavar uma ideia, de redigir um parágrafo sem erros ortográficos, de interpretar um texto de complexidade maior.
De que serve ocultar a realidade? Ter um canudo não faz de um licenciado uma pessoa culta. É preciso admitir uma dolorosa realidade: num país de “doutores”, nem só entre o povo simples a ignorância prospera – também há professores ignorantes.
Material da Oficina de Brinquedos e Jogos com sucata!!!!
Algo sobre a construção de jogos com sucata...
“O brinquedo construído pode vir a ser parte fundamental no contexto da brincadeira infantil. Acreditamos que, através da interferência da criança na transformação dos objetos para a construção de seu próprio brinquedo, ela realizará um trabalho criativo, resultando em um brinquedo produzido por ela mesma e ganhando, por esse motivo, um valor afetivo diferenciado. A criança brincará com “outros olhos” com aquilo que ela puder construir.”
REVISTA AVILA LÁ (ADRIANA KLISYS E RENATA CAIUBY)
Algumas propostas:
GEOPLANO
Com o geoplano é possível criar desenhos com diversas formas. Também auxilia no processo de ensino-aprendizagem de Geometria e Matemática.
Materiais:
• Uma tábua quadrada (de madeira ou aglomerado) com 18 x 18 cm de lado e uma espessura de mais de 1,5 cm e menos de 3 cm.
• Uma régua
• Um lápis
• Uma borracha
• 25 pregos finos (de 2,5 ou 3 cm)
• Um prego maior
• Martelo
• Elásticos de vários tamanhos e cores
Modo de fazer:
1. Marque a lápis, levemente, na tábua, linhas paralelas de 3 em 3 cm, na vertical e na horizontal. Assim, obterá uma grelha.
2. Na intersecção das linhas (onde elas se cruzam), marque os 25 pontos obtidos, fazendo um furinho com o prego maior, retirando-o posteriormente.
Com a borracha, apague as linhas que traçadas.
3. Pregue, cuidadosamente, os 25 pregos nos furos marcados, deixando cerca de 1 cm do prego, para fora.
4. Agora, use os elásticos para criar formas e desenhos. Com elásticos de várias cores fica muito bonito.
FUTEBOL DE PREGUINHOS
Materiais:
• Madeira retangular com 50X30 cm
• Duas ripas de madeira com 2 cm de largura e 50 cm de -comprimento para as laterais.
• Quatro ripas de madeira com 2 cm de largura e 13 cm de comprimento
• Vinte e dois pregos de cabeça redonda
• Uma bolinha de gude ou moeda
• Tinta verde e branca
• Pincel
• Lixa de papel
Modo de fazer:
1. Antes de começar a montagem do campo, lixe todas as peças com uma lixa de papel para evitar que alguma farpa espete seu dedo, enquanto estiver montando.
2. Pinte a madeira de verde e desenhe e campo conforme a figura:
3. Os pregos (jogadores) devem ser distribuídos conforme indicado na foto, ficando 11 de cada lado.
4. Pregue as ripas nas laterais do campo. Bata os pregos com cuidado e verifique se a ponta não saiu do lado oposto.
5. Se quiser, você pode pintar os pregos com duas cores para diferenciar os times.
CAMINHONETE COM CAIXA DE FÓSFORO
MATERIAIS:
• Três caixas de fósforos vaziasTinta guache
• Quatro botões
• Cola
• Caneta
• Tesoura
• Pincel
MODO DE FAZER
Cole uma caixa de fósforos fechada na outra sem a tampa. Assim você cola a caçamba na cabina da caminhonete.
Desenhe a tampa da terceira caixa de fósforos a parte de cima da cabina. Isso vai ser o teto da caminhonete.
Recorte e cole em cima da caixa com tampa.
Pinte a carroceria da caminhonete com a tinta guache.
Cole os botões com um pingo de cola para fazer as rodas.
PARA FAZER UM DADO
Materiais:
• Lápis
• Régua
• Cartolina
• Tesoura
• Cola
Modo de fazer:
1. Primeiro, é preciso decidir quantos centímetros de lado vai ter o cubo.
2. A seguir, sabendo qual é a medida de lado, copie o modelo a seguir.
3. Recorte onde indicado (_ _ _ _ _) e dobre (________) ligeiramente as partes de todo o cubo, sem o colar ainda, só para facilitar essa tarefa. A régua pode auxiliar esta tarefa.
4. Cole os diversos lados com o cuidado e deixar secar bem, antes de colar a parte seguinte.
FANTOCHES COM MEIAS
Materiais:
• Meias velhas
• Cartolinas de cores variadas (pedaços)
• Lãs de cores variadas
• Tesoura
• Cola forte
Modo de fazer: (MENINA)
1. Escolha a meia de sua preferência, pode ser estampada, ou ter uma só cor
2. Recorte, em cartolina:
- duas meias-luas encarnadas para a boca;
- uma meia-lua para a língua;
- uma bolinha ou um triângulo para o nariz;
- duas bolinhas para os olhos;
- duas meias-luas para as orelhas;
boca olhos nariz orelhas língua
3. Enfie a mão na meia e experimenta-a, para ter uma ideia das medidas daquilo que vai colar.
4. Cole todos estes elementos nos locais certos com muito cuidado, para a cola não passar (e colar o que não deve).
5. Para fazer os cabelos da menina, cole os fios de lã de baixo para cima, isto é, comece a colar primeiro os fios de perto da “nuca”, para depois ir colando os que vão acima, até cegar naqueles que ficam no topo da cabeça. Se quiser, pode apará-los com a tesoura, colocar um laço, fazer franja ou tranças.
*Outras ideias:
Para incrementar esse fantoche da menina:
• Faça dentes: cole na boca dois quadradinhos de cartolina branca;
• Faça um laço no pescoço: pode-se usar fitas, lãs, ou fazer em cartolina com dois triângulos pequenos;
• Coloque óculos: pode-se recortar em cartolina, ou moldá-los em arame.
FANTOCHE DE GATO
O procedimento parecido com o do fantoche da menina.
Segue, abaixo, a lista para o focinho. Recorta, em cartolina:
- duas meias-luas encarnadas para a boca;
- uma meia-lua pequena para a língua;
- um triângulo pequeno para o focinho
- duas bolinhas os olhos;
- oito tiras fininhas para os bigodes
- dois triângulos para as orelhas
BASTONETES COLORIDOS
Materiais:
• Duas garrafas PET
• Pedaços de papéis coloridos (pode ser revista também)
• Fita adesiva
Modo de fazer:
Corte o fundo das garrafas e coloque os pedaços de papéis coloridos. Uma os fundos das garrafas, um ao outro com a fita adesiva.
As crianças poderão explorá-los livremente: arrastá-lo, classificá-los por cor, pode-se até armar circuitos e pedir para que elas passem por estes utilizando diversas formas de locomoção (caminhando, saltando, engatinhando, etc).
CAIXA PEDAGÓGICA
Materiais:
• Uma caixa de papelão
• Papéis coloridos
• Caixinhas de vários tamanhos, forradas (pode ser de fósforo, remédio, sabonete, etc)
• Potinhos iogurte, papelão do rolo de papel higiênico
• Jornal
• Fita adesiva
• Estilete
• Tesoura
• Lápis
• Cola branca
• Régua
Modo de fazer:
Forre a caixa com os papéis coloridos. Espere a cola secar. Utilize os potinhos e as caixinhas que você tiver como modelo para riscar, na lateral da caixa de papelão. Com uma régua, meça 0,5 centímetro a mais do modelo que você já riscou. Recorte essas formas inicialmente com um estilete, depois com uma tesoura, assim ficará mais fácil. Passe fita adesiva ao longo do corte, a fim de dar um acabamento.
As crianças poderão encaixar os diferentes objetos em seus respectivos buracos, explorando assim, diversas formas, cores e tamanhos.
* Outra idéia: Amasse folhas de jornal e passe fita adesiva em volta. Assim você pode obter diversos tamanhos de bolas a serem encaixadas na caixa.
BONECA DE CAIXA DE FÓSFORO
Materiais:
• Uma caixa de fósforos
• Papelão (pode ser uma caixa)
• Uma moeda
• Lãs coloridas
• Agulha para lã
• Um prego
• Um martelo
• Fita adesiva
• Canetinha hidrocor
• Estilete
• Papel colorido ou revista
Modo de fazer:
Faça um círculo no papelão, utilizando a moeda como modelo. Em seguida, desenhe um retângulo bem abaixo do círculo, como indica a figura:
Recorte esta figura como um todo. No círculo, no topo oposto ao retângulo, faça um furinho, com o prego. É aí, que você vai amarrar os cabelos de lã, da boneca. Desenhe seu rostinho.
Na parte de dentro da caixinha, onde originalmente ficam os palitos de fósforo, faça, de um lado, um corte com o estilete para encaixar o retângulo que segura a cabeça; do outro lado, faça dois furinhos paralelos – É aí que as pernas vão encaixar.
Na parte de fora da caixinha, nas duas laterais onde a gente risca o palito, faça dois furinhos – um em cada lateral. E atenção, é preciso bater o prego levemente, para não quebrar a caixinha. Faça os dois furinhos na mesma altura – é aí que os braços vão encaixar.
1. Fazendo a cabeça: Desenho o rosto. Com a agulha, enfie, no furo já aberto, um pedaço de lã que servirá para amarrar o cabelo. Você pode fazer tranças ou deixar o cabelo solto.
2. Colocando a cabeça: Insira a parte do retângulo no recorte feito na parte de dentro da caixinha. Fixe com fita adesiva.
3. Fazendo os braços e pernas: Faça quatro tranças, quanto mais compridas, mais divertida ficará a boneca. Amarre as pontas com lã ou fita adesiva.
4. Colocando as pernas: Passe, com a agulha, um pedaço grande lã nos buracos destinados às pernas – na parte interna da caixinha – seguindo esta rota: de fora do 1º furo passa-se para dentro da caixa, passe para o 2º furo, saindo da caixa. Agora, as duas pontas da lã ficaram para fora da caixa. Amarre as pernas dando um nó bem forte. Se preferir, pode colocar também, fita adesiva.
5. Colocando os braços: Passe, com a agulha, um pedaço grande lã nos buracos destinados aos braços – na parte externa da caixinha – seguindo esta rota: de fora do 1º furo passa-se para dentro da caixa, passe para o 2º furo, saindo da caixa. Agora, as duas pontas da lã ficaram para fora da caixa. . Amarre os braços dando um nó bem forte. Se preferir, pode colocar também, fita adesiva.
Outras ideias: Você pode usar papel colorido para criar a roupinha da boneca, fazer laços de fita para enfeitar seu cabelo, etc.
QUADRO DE ISOPOR
MATERIAIS:
• Uma bandeja de isopor
• Canetinhas coloridas
• Um palito com ponta (Pode ser de palito de churrasco ou palito de dente)
• Lã, linha, ou um pedaço de elástico
• Cola colorida
MODO DE FAZER:
Faça um desenho, furando a bandeja com o palito.
Pinte os furos do desenho com canetinha colorida.
Faça dois furos na parte superior da bandeja, um de cada lado da bandeja para passar a linha, ou lã ou elástico. Passe uma ponta da linha em cada furo, dando um nó para não sair.
Agora é só pendurar o quadro pelo elástico.
BILBOQUÊ
Modo de fazer:
Pegue o gargalo da garrafa e faça um furo com perfurador ou estilete. Amasse a folha de jornal até formar uma bola. Em seguida, corte 1m e 30cm de barbante, dê quatro nós cruzados na bolinha de jornal e prenda no gargalo de garrafa, com dois nós.
Como brincar:
Com apenas uma mão, lançar a bolinha de jornal para encaixá-la dentro do gargalo da garrafa.
OBS: Este brinquedo trabalha a mão, o antebraço, o braço e o ombro. Sendo muito bom para a coordenação motora.
VAI-VEM
Materiais:
• Duas garrafas pet
• Dois rolos de papelão de papel higiênico
• Dois barbantes de varal de 3 metros de comprimento cada um
• Quatro pedaços de madeira com 22 centímetros de comprimento cada um
• Papel colorido
• Cola branca e colorida
• Tesoura
Modo de fazer:
1. Corte ao meio as duas garrafas de refrigerante e encaixe uma na outra
2. Recorte faixas e estrelas de papel colorido e cole-as no corpo do brinquedo para decorá-lo
3. Passe os cordões de náilon pelo corpo do vai-vem, como indica a foto. Não deixe que se cruzem
4. Encape as madeirinhas com papel colorido
5. Corte os rolos de papelão ao meio. Eles impedem que o vai-vem bata na sua mão.
6. Encape e decore os rolos com papel colorido
7. Passe fio pelos rolinhos e amarre cada uma das pontas numa madeirinha. Está pronto o brinquedo!
PORTA-TRECOS
Modo de fazer:
Depois de lavada e secada, corte a garrafa ao meio. Cole pedaços de papel de presente ou papel contato em formato de flores, formas geométricas ou outros objetos de seu gosto no porta-treco para decorar.
OBS: Ao fazer o vai-vem (brinquedo) você pode aproveitar as partes inferiores das duas garrafas e fazer dois porta-trecos.
MARACÁ
Modo de fazer:
Retirar o rótulo da garrafa, lavar por dentro e por fora, após secar, colocar sementes de arroz ou feijão ou outras. Se você tiver um cabo de vassoura, corte um pequeno pedaço (20cm) e encaixe na garrafinha. Se preferir, pegue uma folha de jornal, dobre e passe a fita adesiva, formando o cabo para acoplar na garrafa. A pintura é opcional.
CHOCALHO
Materiais:
• Uma lata de alumínio
• Sementes, grãos ou pedrinhas
• Fita adesiva
Modo de fazer:
Você pode enfeitar seu chocalho com figuras que você desenha ou recorta de revista ou jornal e cola. Ou pode pintar sua lata com tinta plástica.
Encha sua lata com a semente que você tiver ou pedrinhas.
Cada semente fará um barulho diferente e você pode fazer vários chocalhos e conseguir diversos sons.
Vede o buraco da latinha com fita adesiva e cole uma figura por cima para dar um acabamento legal.
*Outras ideias: Também é possível fazer o chocalho com potinhos de iogurte, enchendo-os também com sementes ou pedrinhas e colando as bordas com fita adesiva. Assim, você conseguirá ainda mais variações de sons. Você também pode enfeitar os chocalhos da mesma maneira que o maracá.
DISCO VOADOR
Materiais:
• Um pedaço de papelão
• Restos de papéis coloridos
• Tesoura
• Caneta
• Cola branca
Modo de fazer:
Pegar um prato como fôrma, marcar no papelão com a caneta e recortar.
Este servirá de molde para que os demais discos sejam feitos. Depois pintar ou colar restos de papel colorido para decorar.
Após secar, é só formar duplas e brincar. Um joga e o outro pega e vive-versa.
TIRO ÀS ARGOLAS
De 2 a 6 jogadores
Materiais:
• Jornal
• Fita adesiva
• Cabide
• Papel colorido (três cores diferentes)
• Barbante
Modo de fazer:
Faça três rolinhos com o jornal colando as extremidades, formando argolas. Passe cada papel colorido em volta de cada argola e forre-as com fita adesiva. Assim, você terá argolas de cores diferentes e cada uma terá uma pontuação. Faça 12 bolinhas de jornal, passando fita adesiva em volta. Prenda as argolas com barbante no cabide e pendure-o em algum lugar que tenha uma altura adequada à altura das crianças.
Fica a critério do professor qual a pontuação correspondente à cada cor. Pode ser por unidades, dezenas, ou relativo à alguma tabuada que estejam trabalhando. Fica também por conta do professor, quantas rodadas serão feitas para que termine o jogo.
Ganha quem fizer mais pontos.
PEGA BOLINHAS
De 2 a 4 jogadores
Materiais:
• Papelão
• Palitos de churrasco ou de pipa
• Uma moeda
• Canetas hidrocor
Modo de fazer:
Use a moeda para desenhar 40 círculos no papelão. Recorte e pinte, de um lado, os círculos de cores diferentes:
• Cinco pretos – vale 50 pontos
• Quinze vermelhos – vale 5 pontos
• Dez azuis – vale 10 pontos
• Dez verdes – vale 15 pontos
• Do outro lado do círculo, escreva o valor correspondente.
Como jogar:
Jogue, desordenadamente, as rodelas na mesa ou no chão. Cada participante, na sua vez, tenta remover as rodelas com o palito, sem mover as demais. Ganha quem fizer mais pontos.
O JOGO DOS CORPOS
De 2 a 6 jogadores
Materiais:
• Cartolina de quatro cores diferentes
• Canetas hidrocor
• Tesoura
Modo de fazer:
Preparar 60 cartões de cartolina divididos em quatro séries iguais, ou seja 15 cartões de cada cor.
Para cada cor de cartão desenhe: cabeça, pescoço, tronco, 2 braços, 2 mãos, 2 coxas, 2 joelhos, 2 panturrilhas e 2 pés.
Como jogar:
Distribua seis cartões para cada participante. Com o restante faz-se um monte. O primeiro coloca o cartão que quiser sobre a mesa.
O segundo deverá colocar um cartão que complete o primeiro (uma mão na extremidade do braço).
Os cartões devem ser da mesma cor, ou seja, as partes pertencem ao mesmo corpo.
Se um jogador não tiver o cartão adequado poderá começar outro corpo.
Quando os quatro corpos tiverem sido começados, o jogador que não tiver o cartão adequado poderá compra um cartão, se ainda não conseguir o cartão adequado, perde a vez.
Cada cartão colocado vale um ponto, exceto o que terminar a formação de um corpo que valerá 15.
Terminados os quatro corpos, ganha quem tiver mais pontos.
PASSA BOLA
Materiais:
• Garrafas pet
• Jornal
• Fita adesiva
• Tesoura
Modo de fazer:
Recorte as garrafas pet e fique apenas com a parte superior da garrafa. Passe a fita adesiva na borda recortada, a fim de dar acabamento. Enrole folhas de jornal até fazer uma bola e passe fita adesiva em volta.
Como jogar:
As crianças devem estar dispostas em círculo. Cada uma terá um cone de pet. O jogo consiste em passar a bola uns para os outros, por meio dos cones. Enquanto elas passam, podem cantar uma música, recitar um poema, ou fazer contas de cabeça.
*Outras ideias: Pode-se fazer as bolinhas com meias velhas também.
BOLICHE
Material:
• 10 garrafas pet
• Jornal
• Fita adesiva
• Cartolina
• Canetas hidrocor
Modo de fazer:
Corte pequenos pedaços de cartolina e numero-os de 1 a 10. Com a fita crepe, fixe cada número em uma garrafa. Amasse algumas folhas de jornal até formar uma bola e passe bastante fita crepe envolvendo-a, para deixá-la firme e pesada.
Disponha as garrafas como pinos de boliche (uma fileira com quatro bolas, uma com três bolas, uma com duas bolas e a última com uma bola só, bem na frente). A uma distância de pelo menos cinco metros, a criança rola a bola no chão, em direção às garrafas, para tentar derrubá-las.
A pontuação é calculada de acordo com os números correspondentes às garrafas que forem derrubadas. Quem somar mais pontos em cinco rodas vence. A cada rodada, as garrafas devem ser recolocadas no lugar, mas em posições diferentes e sem que a criança possa visualizar os números.
QUEBRA-CABEÇA
Materiais:
• Papel cartão
• Lápis
• Tesoura
• Cola
• Revista
Modo de fazer:
Recorte uma imagem da revista, cole na folha de papel cartão. Na parte de trás faça traços como se fossem peças de quebra cabeça. Recorte e depois monte!
JOGO DOS 10
Materiais:
• Duas garrafas pet
• Dez bolinhas de gude (que caibam no gargalo da garrafa), ou sementes grandes ou miçangas grandes
• Fita adesiva larga
• Papel e lápis para registro dos pontos
Modo de fazer:
Recorte uma das garrafas (nº1) perto da base, esta será a garrafa de fora, que você vê na imagem. Recorte a segunda garrafa (nº2) perto do topo, deixando-a em forma de cone.
Coloque as bolinhas (ou sementes, ou miçangas), dentro da parte de cima da garrafa nº1, tampada. Depois disso, encaixe a garrafa nº2 com o gargalo apontado para o gargalo da garrafa nº1. A seguir, encaixe a base no topo, montando assim, da garrafa nº1. Agora, passe fita adesiva para fixar as partes.
Como brincar: O "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê, no qual as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil (garrafa nº2). Ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil, em determinado tempo, ou número de tentativas.
PÉ DE LATA
Materiais:
• Duas latas grandes (pode ser de nescau)
• Barbantes
• Prego
• Martelo
Modo de fazer:
Fazer dois furos com o prego na parte de baixo de cada lata, deixando espaço para a criança colocar os pés. Após colocar o barbante nos furinhos e amarrar as pontas na parte de dentro da lata.
Para brincar, basta subir com um pé em cada lata, segurando o barbante movendo as pernas e andar.
OBS: O barbante varia de tamanho de acordo com o tamanho da criança, mas deve ficar na altura das mãos.
Objetivos: Desenvolver a coordenação motora, e o equilíbrio.
DOMINÓ
Material:
• Revistas e jornais
• Papelão
• Canetas
• Tesoura
• Cola
Como fazer:
Recorte vinte e oito figuras pequenas de revistas ou jornais. Recorte o papelão em 28 retângulos de 5 centímetros x 10 centímetros. Faça um risco dividindo cada retângulo em duas metades. Em uma das metades, será colada uma figura, na outra, será escrito o nome de uma outra figura. Faça isso em todas as peças, certificando-se de escrever o nome de todas as figuras.
Coloque uma peça na mesa e distribua as demais entre os participantes. Um de cada vez, os jogadores devem encaixar o nome à imagem correspondente, ou vice-versa, até que não sobre mais nenhuma peça na mão.
FLOR E VASO
Materiais:
• Uma garrafa pet
• Tesoura
• Cola
• Fita adesiva
• Tinta
• Pincel
• Um palito de churrasco ou uma vareta de pipa
Modo de fazer:
1. Pegue uma garrafa PET com a tampinha, retire o rótulo e lave bem . Corte as laterais da garrafa, conforme a figura.
2. Com o gargalho, você vai fazer o suporte, uma espécie de vasinho, e com a base, a flor. A parte do meio serve para fazer as folhas. Pegue o bocal cortado e faça um furinho no meio da tampa da garrafa. Aí você vai fixar o palito com a flor.
3. Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso.
4. A parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso. Recorte , conforme a figura.
5. Aproveite a parte do meio da garrafa para fazer duas folhinhas. Se a garrafa já for verde, você nem precisa pintar; caso contrário, pinte-a.
6. Pinte o palito e cole-o na flor, deixando-a em pé.
PALHAÇO CONE DE LÃ
Materiais:
• Um cone vazio de linha ou lã (pode ser de papelão ou plástico)
• Uma vareta de pipa ou palito de churrasco
• Uma bola de isopor grande (para a cabeça)
• Lã
• Papel colorido
• Retalhos de tecido
• Canetinha
• Tesoura
• Cola branca e de isopor
Modo de fazer:
Pegue o cone vazio (já vem com furo no meio) e encape-o com papel colorido.
Desenhe o rostinho do palhaço ou, se preferir, desenhe, recorte e cole os olhos, nariz e boca.
Faça os cabelos com fios de lã, colando-os no alto da cabeça. Se preferir, pode prendê-los com alfinete.
Com a cabeça pronta, espete-a no palito ou vareta. Se desejar, faça um chapéu para o palhaço.
Corte um quadrado de tecido de cerca de 30x30 cm e transpasse-o pelo palito para que se transforme em corpo do palhaço. Amarre um laço no pescoço do boneco para dar acabamento.
Vire o cone de cabeça para baixo e coloque o palhaço dentro dele. Cole as bordas do tecido na extremidade mais fina da parte de dentro do cone.
Pronto! Agora seu palhaço pode entrar e sair do cone!
SITES DE REFERÊNCIA:
http://ludicidadealvorada.blogspot.com/
http://rosanacaohan2.blogspot.com/
http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=Lixo+que+vira+brinquedo
http://mundinhodacrianca.blogspot.com/
http://educacaoparaavida.pbworks.com/Brinquedos-de-Sucata
http://www.junior.te.pt/
http://ecoamigos.wordpress.com/2007/11/02/sucata-que-vira-brinquedo-recicloteca-e-outras-ideias-legais/
http://cantinholudicodagre.blogspot.com/2008/01/brinquedos-pedaggicos-de-sucatas.html
http://educaresonhar.blogspot.com/2008/03/meninas.html
http://carrosseldaaprendizagem.blogspot.com/2009/03/arte-em-sucata.html
http://brinquedoscomsucata.blogspot.com/
“O brinquedo construído pode vir a ser parte fundamental no contexto da brincadeira infantil. Acreditamos que, através da interferência da criança na transformação dos objetos para a construção de seu próprio brinquedo, ela realizará um trabalho criativo, resultando em um brinquedo produzido por ela mesma e ganhando, por esse motivo, um valor afetivo diferenciado. A criança brincará com “outros olhos” com aquilo que ela puder construir.”
REVISTA AVILA LÁ (ADRIANA KLISYS E RENATA CAIUBY)
Algumas propostas:
GEOPLANO
Com o geoplano é possível criar desenhos com diversas formas. Também auxilia no processo de ensino-aprendizagem de Geometria e Matemática.
Materiais:
• Uma tábua quadrada (de madeira ou aglomerado) com 18 x 18 cm de lado e uma espessura de mais de 1,5 cm e menos de 3 cm.
• Uma régua
• Um lápis
• Uma borracha
• 25 pregos finos (de 2,5 ou 3 cm)
• Um prego maior
• Martelo
• Elásticos de vários tamanhos e cores
Modo de fazer:
1. Marque a lápis, levemente, na tábua, linhas paralelas de 3 em 3 cm, na vertical e na horizontal. Assim, obterá uma grelha.
2. Na intersecção das linhas (onde elas se cruzam), marque os 25 pontos obtidos, fazendo um furinho com o prego maior, retirando-o posteriormente.
Com a borracha, apague as linhas que traçadas.
3. Pregue, cuidadosamente, os 25 pregos nos furos marcados, deixando cerca de 1 cm do prego, para fora.
4. Agora, use os elásticos para criar formas e desenhos. Com elásticos de várias cores fica muito bonito.
FUTEBOL DE PREGUINHOS
Materiais:
• Madeira retangular com 50X30 cm
• Duas ripas de madeira com 2 cm de largura e 50 cm de -comprimento para as laterais.
• Quatro ripas de madeira com 2 cm de largura e 13 cm de comprimento
• Vinte e dois pregos de cabeça redonda
• Uma bolinha de gude ou moeda
• Tinta verde e branca
• Pincel
• Lixa de papel
Modo de fazer:
1. Antes de começar a montagem do campo, lixe todas as peças com uma lixa de papel para evitar que alguma farpa espete seu dedo, enquanto estiver montando.
2. Pinte a madeira de verde e desenhe e campo conforme a figura:
3. Os pregos (jogadores) devem ser distribuídos conforme indicado na foto, ficando 11 de cada lado.
4. Pregue as ripas nas laterais do campo. Bata os pregos com cuidado e verifique se a ponta não saiu do lado oposto.
5. Se quiser, você pode pintar os pregos com duas cores para diferenciar os times.
CAMINHONETE COM CAIXA DE FÓSFORO
MATERIAIS:
• Três caixas de fósforos vaziasTinta guache
• Quatro botões
• Cola
• Caneta
• Tesoura
• Pincel
MODO DE FAZER
Cole uma caixa de fósforos fechada na outra sem a tampa. Assim você cola a caçamba na cabina da caminhonete.
Desenhe a tampa da terceira caixa de fósforos a parte de cima da cabina. Isso vai ser o teto da caminhonete.
Recorte e cole em cima da caixa com tampa.
Pinte a carroceria da caminhonete com a tinta guache.
Cole os botões com um pingo de cola para fazer as rodas.
PARA FAZER UM DADO
Materiais:
• Lápis
• Régua
• Cartolina
• Tesoura
• Cola
Modo de fazer:
1. Primeiro, é preciso decidir quantos centímetros de lado vai ter o cubo.
2. A seguir, sabendo qual é a medida de lado, copie o modelo a seguir.
3. Recorte onde indicado (_ _ _ _ _) e dobre (________) ligeiramente as partes de todo o cubo, sem o colar ainda, só para facilitar essa tarefa. A régua pode auxiliar esta tarefa.
4. Cole os diversos lados com o cuidado e deixar secar bem, antes de colar a parte seguinte.
FANTOCHES COM MEIAS
Materiais:
• Meias velhas
• Cartolinas de cores variadas (pedaços)
• Lãs de cores variadas
• Tesoura
• Cola forte
Modo de fazer: (MENINA)
1. Escolha a meia de sua preferência, pode ser estampada, ou ter uma só cor
2. Recorte, em cartolina:
- duas meias-luas encarnadas para a boca;
- uma meia-lua para a língua;
- uma bolinha ou um triângulo para o nariz;
- duas bolinhas para os olhos;
- duas meias-luas para as orelhas;
boca olhos nariz orelhas língua
3. Enfie a mão na meia e experimenta-a, para ter uma ideia das medidas daquilo que vai colar.
4. Cole todos estes elementos nos locais certos com muito cuidado, para a cola não passar (e colar o que não deve).
5. Para fazer os cabelos da menina, cole os fios de lã de baixo para cima, isto é, comece a colar primeiro os fios de perto da “nuca”, para depois ir colando os que vão acima, até cegar naqueles que ficam no topo da cabeça. Se quiser, pode apará-los com a tesoura, colocar um laço, fazer franja ou tranças.
*Outras ideias:
Para incrementar esse fantoche da menina:
• Faça dentes: cole na boca dois quadradinhos de cartolina branca;
• Faça um laço no pescoço: pode-se usar fitas, lãs, ou fazer em cartolina com dois triângulos pequenos;
• Coloque óculos: pode-se recortar em cartolina, ou moldá-los em arame.
FANTOCHE DE GATO
O procedimento parecido com o do fantoche da menina.
Segue, abaixo, a lista para o focinho. Recorta, em cartolina:
- duas meias-luas encarnadas para a boca;
- uma meia-lua pequena para a língua;
- um triângulo pequeno para o focinho
- duas bolinhas os olhos;
- oito tiras fininhas para os bigodes
- dois triângulos para as orelhas
BASTONETES COLORIDOS
Materiais:
• Duas garrafas PET
• Pedaços de papéis coloridos (pode ser revista também)
• Fita adesiva
Modo de fazer:
Corte o fundo das garrafas e coloque os pedaços de papéis coloridos. Uma os fundos das garrafas, um ao outro com a fita adesiva.
As crianças poderão explorá-los livremente: arrastá-lo, classificá-los por cor, pode-se até armar circuitos e pedir para que elas passem por estes utilizando diversas formas de locomoção (caminhando, saltando, engatinhando, etc).
CAIXA PEDAGÓGICA
Materiais:
• Uma caixa de papelão
• Papéis coloridos
• Caixinhas de vários tamanhos, forradas (pode ser de fósforo, remédio, sabonete, etc)
• Potinhos iogurte, papelão do rolo de papel higiênico
• Jornal
• Fita adesiva
• Estilete
• Tesoura
• Lápis
• Cola branca
• Régua
Modo de fazer:
Forre a caixa com os papéis coloridos. Espere a cola secar. Utilize os potinhos e as caixinhas que você tiver como modelo para riscar, na lateral da caixa de papelão. Com uma régua, meça 0,5 centímetro a mais do modelo que você já riscou. Recorte essas formas inicialmente com um estilete, depois com uma tesoura, assim ficará mais fácil. Passe fita adesiva ao longo do corte, a fim de dar um acabamento.
As crianças poderão encaixar os diferentes objetos em seus respectivos buracos, explorando assim, diversas formas, cores e tamanhos.
* Outra idéia: Amasse folhas de jornal e passe fita adesiva em volta. Assim você pode obter diversos tamanhos de bolas a serem encaixadas na caixa.
BONECA DE CAIXA DE FÓSFORO
Materiais:
• Uma caixa de fósforos
• Papelão (pode ser uma caixa)
• Uma moeda
• Lãs coloridas
• Agulha para lã
• Um prego
• Um martelo
• Fita adesiva
• Canetinha hidrocor
• Estilete
• Papel colorido ou revista
Modo de fazer:
Faça um círculo no papelão, utilizando a moeda como modelo. Em seguida, desenhe um retângulo bem abaixo do círculo, como indica a figura:
Recorte esta figura como um todo. No círculo, no topo oposto ao retângulo, faça um furinho, com o prego. É aí, que você vai amarrar os cabelos de lã, da boneca. Desenhe seu rostinho.
Na parte de dentro da caixinha, onde originalmente ficam os palitos de fósforo, faça, de um lado, um corte com o estilete para encaixar o retângulo que segura a cabeça; do outro lado, faça dois furinhos paralelos – É aí que as pernas vão encaixar.
Na parte de fora da caixinha, nas duas laterais onde a gente risca o palito, faça dois furinhos – um em cada lateral. E atenção, é preciso bater o prego levemente, para não quebrar a caixinha. Faça os dois furinhos na mesma altura – é aí que os braços vão encaixar.
1. Fazendo a cabeça: Desenho o rosto. Com a agulha, enfie, no furo já aberto, um pedaço de lã que servirá para amarrar o cabelo. Você pode fazer tranças ou deixar o cabelo solto.
2. Colocando a cabeça: Insira a parte do retângulo no recorte feito na parte de dentro da caixinha. Fixe com fita adesiva.
3. Fazendo os braços e pernas: Faça quatro tranças, quanto mais compridas, mais divertida ficará a boneca. Amarre as pontas com lã ou fita adesiva.
4. Colocando as pernas: Passe, com a agulha, um pedaço grande lã nos buracos destinados às pernas – na parte interna da caixinha – seguindo esta rota: de fora do 1º furo passa-se para dentro da caixa, passe para o 2º furo, saindo da caixa. Agora, as duas pontas da lã ficaram para fora da caixa. Amarre as pernas dando um nó bem forte. Se preferir, pode colocar também, fita adesiva.
5. Colocando os braços: Passe, com a agulha, um pedaço grande lã nos buracos destinados aos braços – na parte externa da caixinha – seguindo esta rota: de fora do 1º furo passa-se para dentro da caixa, passe para o 2º furo, saindo da caixa. Agora, as duas pontas da lã ficaram para fora da caixa. . Amarre os braços dando um nó bem forte. Se preferir, pode colocar também, fita adesiva.
Outras ideias: Você pode usar papel colorido para criar a roupinha da boneca, fazer laços de fita para enfeitar seu cabelo, etc.
QUADRO DE ISOPOR
MATERIAIS:
• Uma bandeja de isopor
• Canetinhas coloridas
• Um palito com ponta (Pode ser de palito de churrasco ou palito de dente)
• Lã, linha, ou um pedaço de elástico
• Cola colorida
MODO DE FAZER:
Faça um desenho, furando a bandeja com o palito.
Pinte os furos do desenho com canetinha colorida.
Faça dois furos na parte superior da bandeja, um de cada lado da bandeja para passar a linha, ou lã ou elástico. Passe uma ponta da linha em cada furo, dando um nó para não sair.
Agora é só pendurar o quadro pelo elástico.
BILBOQUÊ
Modo de fazer:
Pegue o gargalo da garrafa e faça um furo com perfurador ou estilete. Amasse a folha de jornal até formar uma bola. Em seguida, corte 1m e 30cm de barbante, dê quatro nós cruzados na bolinha de jornal e prenda no gargalo de garrafa, com dois nós.
Como brincar:
Com apenas uma mão, lançar a bolinha de jornal para encaixá-la dentro do gargalo da garrafa.
OBS: Este brinquedo trabalha a mão, o antebraço, o braço e o ombro. Sendo muito bom para a coordenação motora.
VAI-VEM
Materiais:
• Duas garrafas pet
• Dois rolos de papelão de papel higiênico
• Dois barbantes de varal de 3 metros de comprimento cada um
• Quatro pedaços de madeira com 22 centímetros de comprimento cada um
• Papel colorido
• Cola branca e colorida
• Tesoura
Modo de fazer:
1. Corte ao meio as duas garrafas de refrigerante e encaixe uma na outra
2. Recorte faixas e estrelas de papel colorido e cole-as no corpo do brinquedo para decorá-lo
3. Passe os cordões de náilon pelo corpo do vai-vem, como indica a foto. Não deixe que se cruzem
4. Encape as madeirinhas com papel colorido
5. Corte os rolos de papelão ao meio. Eles impedem que o vai-vem bata na sua mão.
6. Encape e decore os rolos com papel colorido
7. Passe fio pelos rolinhos e amarre cada uma das pontas numa madeirinha. Está pronto o brinquedo!
PORTA-TRECOS
Modo de fazer:
Depois de lavada e secada, corte a garrafa ao meio. Cole pedaços de papel de presente ou papel contato em formato de flores, formas geométricas ou outros objetos de seu gosto no porta-treco para decorar.
OBS: Ao fazer o vai-vem (brinquedo) você pode aproveitar as partes inferiores das duas garrafas e fazer dois porta-trecos.
MARACÁ
Modo de fazer:
Retirar o rótulo da garrafa, lavar por dentro e por fora, após secar, colocar sementes de arroz ou feijão ou outras. Se você tiver um cabo de vassoura, corte um pequeno pedaço (20cm) e encaixe na garrafinha. Se preferir, pegue uma folha de jornal, dobre e passe a fita adesiva, formando o cabo para acoplar na garrafa. A pintura é opcional.
CHOCALHO
Materiais:
• Uma lata de alumínio
• Sementes, grãos ou pedrinhas
• Fita adesiva
Modo de fazer:
Você pode enfeitar seu chocalho com figuras que você desenha ou recorta de revista ou jornal e cola. Ou pode pintar sua lata com tinta plástica.
Encha sua lata com a semente que você tiver ou pedrinhas.
Cada semente fará um barulho diferente e você pode fazer vários chocalhos e conseguir diversos sons.
Vede o buraco da latinha com fita adesiva e cole uma figura por cima para dar um acabamento legal.
*Outras ideias: Também é possível fazer o chocalho com potinhos de iogurte, enchendo-os também com sementes ou pedrinhas e colando as bordas com fita adesiva. Assim, você conseguirá ainda mais variações de sons. Você também pode enfeitar os chocalhos da mesma maneira que o maracá.
DISCO VOADOR
Materiais:
• Um pedaço de papelão
• Restos de papéis coloridos
• Tesoura
• Caneta
• Cola branca
Modo de fazer:
Pegar um prato como fôrma, marcar no papelão com a caneta e recortar.
Este servirá de molde para que os demais discos sejam feitos. Depois pintar ou colar restos de papel colorido para decorar.
Após secar, é só formar duplas e brincar. Um joga e o outro pega e vive-versa.
TIRO ÀS ARGOLAS
De 2 a 6 jogadores
Materiais:
• Jornal
• Fita adesiva
• Cabide
• Papel colorido (três cores diferentes)
• Barbante
Modo de fazer:
Faça três rolinhos com o jornal colando as extremidades, formando argolas. Passe cada papel colorido em volta de cada argola e forre-as com fita adesiva. Assim, você terá argolas de cores diferentes e cada uma terá uma pontuação. Faça 12 bolinhas de jornal, passando fita adesiva em volta. Prenda as argolas com barbante no cabide e pendure-o em algum lugar que tenha uma altura adequada à altura das crianças.
Fica a critério do professor qual a pontuação correspondente à cada cor. Pode ser por unidades, dezenas, ou relativo à alguma tabuada que estejam trabalhando. Fica também por conta do professor, quantas rodadas serão feitas para que termine o jogo.
Ganha quem fizer mais pontos.
PEGA BOLINHAS
De 2 a 4 jogadores
Materiais:
• Papelão
• Palitos de churrasco ou de pipa
• Uma moeda
• Canetas hidrocor
Modo de fazer:
Use a moeda para desenhar 40 círculos no papelão. Recorte e pinte, de um lado, os círculos de cores diferentes:
• Cinco pretos – vale 50 pontos
• Quinze vermelhos – vale 5 pontos
• Dez azuis – vale 10 pontos
• Dez verdes – vale 15 pontos
• Do outro lado do círculo, escreva o valor correspondente.
Como jogar:
Jogue, desordenadamente, as rodelas na mesa ou no chão. Cada participante, na sua vez, tenta remover as rodelas com o palito, sem mover as demais. Ganha quem fizer mais pontos.
O JOGO DOS CORPOS
De 2 a 6 jogadores
Materiais:
• Cartolina de quatro cores diferentes
• Canetas hidrocor
• Tesoura
Modo de fazer:
Preparar 60 cartões de cartolina divididos em quatro séries iguais, ou seja 15 cartões de cada cor.
Para cada cor de cartão desenhe: cabeça, pescoço, tronco, 2 braços, 2 mãos, 2 coxas, 2 joelhos, 2 panturrilhas e 2 pés.
Como jogar:
Distribua seis cartões para cada participante. Com o restante faz-se um monte. O primeiro coloca o cartão que quiser sobre a mesa.
O segundo deverá colocar um cartão que complete o primeiro (uma mão na extremidade do braço).
Os cartões devem ser da mesma cor, ou seja, as partes pertencem ao mesmo corpo.
Se um jogador não tiver o cartão adequado poderá começar outro corpo.
Quando os quatro corpos tiverem sido começados, o jogador que não tiver o cartão adequado poderá compra um cartão, se ainda não conseguir o cartão adequado, perde a vez.
Cada cartão colocado vale um ponto, exceto o que terminar a formação de um corpo que valerá 15.
Terminados os quatro corpos, ganha quem tiver mais pontos.
PASSA BOLA
Materiais:
• Garrafas pet
• Jornal
• Fita adesiva
• Tesoura
Modo de fazer:
Recorte as garrafas pet e fique apenas com a parte superior da garrafa. Passe a fita adesiva na borda recortada, a fim de dar acabamento. Enrole folhas de jornal até fazer uma bola e passe fita adesiva em volta.
Como jogar:
As crianças devem estar dispostas em círculo. Cada uma terá um cone de pet. O jogo consiste em passar a bola uns para os outros, por meio dos cones. Enquanto elas passam, podem cantar uma música, recitar um poema, ou fazer contas de cabeça.
*Outras ideias: Pode-se fazer as bolinhas com meias velhas também.
BOLICHE
Material:
• 10 garrafas pet
• Jornal
• Fita adesiva
• Cartolina
• Canetas hidrocor
Modo de fazer:
Corte pequenos pedaços de cartolina e numero-os de 1 a 10. Com a fita crepe, fixe cada número em uma garrafa. Amasse algumas folhas de jornal até formar uma bola e passe bastante fita crepe envolvendo-a, para deixá-la firme e pesada.
Disponha as garrafas como pinos de boliche (uma fileira com quatro bolas, uma com três bolas, uma com duas bolas e a última com uma bola só, bem na frente). A uma distância de pelo menos cinco metros, a criança rola a bola no chão, em direção às garrafas, para tentar derrubá-las.
A pontuação é calculada de acordo com os números correspondentes às garrafas que forem derrubadas. Quem somar mais pontos em cinco rodas vence. A cada rodada, as garrafas devem ser recolocadas no lugar, mas em posições diferentes e sem que a criança possa visualizar os números.
QUEBRA-CABEÇA
Materiais:
• Papel cartão
• Lápis
• Tesoura
• Cola
• Revista
Modo de fazer:
Recorte uma imagem da revista, cole na folha de papel cartão. Na parte de trás faça traços como se fossem peças de quebra cabeça. Recorte e depois monte!
JOGO DOS 10
Materiais:
• Duas garrafas pet
• Dez bolinhas de gude (que caibam no gargalo da garrafa), ou sementes grandes ou miçangas grandes
• Fita adesiva larga
• Papel e lápis para registro dos pontos
Modo de fazer:
Recorte uma das garrafas (nº1) perto da base, esta será a garrafa de fora, que você vê na imagem. Recorte a segunda garrafa (nº2) perto do topo, deixando-a em forma de cone.
Coloque as bolinhas (ou sementes, ou miçangas), dentro da parte de cima da garrafa nº1, tampada. Depois disso, encaixe a garrafa nº2 com o gargalo apontado para o gargalo da garrafa nº1. A seguir, encaixe a base no topo, montando assim, da garrafa nº1. Agora, passe fita adesiva para fixar as partes.
Como brincar: O "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê, no qual as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil (garrafa nº2). Ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil, em determinado tempo, ou número de tentativas.
PÉ DE LATA
Materiais:
• Duas latas grandes (pode ser de nescau)
• Barbantes
• Prego
• Martelo
Modo de fazer:
Fazer dois furos com o prego na parte de baixo de cada lata, deixando espaço para a criança colocar os pés. Após colocar o barbante nos furinhos e amarrar as pontas na parte de dentro da lata.
Para brincar, basta subir com um pé em cada lata, segurando o barbante movendo as pernas e andar.
OBS: O barbante varia de tamanho de acordo com o tamanho da criança, mas deve ficar na altura das mãos.
Objetivos: Desenvolver a coordenação motora, e o equilíbrio.
DOMINÓ
Material:
• Revistas e jornais
• Papelão
• Canetas
• Tesoura
• Cola
Como fazer:
Recorte vinte e oito figuras pequenas de revistas ou jornais. Recorte o papelão em 28 retângulos de 5 centímetros x 10 centímetros. Faça um risco dividindo cada retângulo em duas metades. Em uma das metades, será colada uma figura, na outra, será escrito o nome de uma outra figura. Faça isso em todas as peças, certificando-se de escrever o nome de todas as figuras.
Coloque uma peça na mesa e distribua as demais entre os participantes. Um de cada vez, os jogadores devem encaixar o nome à imagem correspondente, ou vice-versa, até que não sobre mais nenhuma peça na mão.
FLOR E VASO
Materiais:
• Uma garrafa pet
• Tesoura
• Cola
• Fita adesiva
• Tinta
• Pincel
• Um palito de churrasco ou uma vareta de pipa
Modo de fazer:
1. Pegue uma garrafa PET com a tampinha, retire o rótulo e lave bem . Corte as laterais da garrafa, conforme a figura.
2. Com o gargalho, você vai fazer o suporte, uma espécie de vasinho, e com a base, a flor. A parte do meio serve para fazer as folhas. Pegue o bocal cortado e faça um furinho no meio da tampa da garrafa. Aí você vai fixar o palito com a flor.
3. Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso.
4. A parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso. Recorte , conforme a figura.
5. Aproveite a parte do meio da garrafa para fazer duas folhinhas. Se a garrafa já for verde, você nem precisa pintar; caso contrário, pinte-a.
6. Pinte o palito e cole-o na flor, deixando-a em pé.
PALHAÇO CONE DE LÃ
Materiais:
• Um cone vazio de linha ou lã (pode ser de papelão ou plástico)
• Uma vareta de pipa ou palito de churrasco
• Uma bola de isopor grande (para a cabeça)
• Lã
• Papel colorido
• Retalhos de tecido
• Canetinha
• Tesoura
• Cola branca e de isopor
Modo de fazer:
Pegue o cone vazio (já vem com furo no meio) e encape-o com papel colorido.
Desenhe o rostinho do palhaço ou, se preferir, desenhe, recorte e cole os olhos, nariz e boca.
Faça os cabelos com fios de lã, colando-os no alto da cabeça. Se preferir, pode prendê-los com alfinete.
Com a cabeça pronta, espete-a no palito ou vareta. Se desejar, faça um chapéu para o palhaço.
Corte um quadrado de tecido de cerca de 30x30 cm e transpasse-o pelo palito para que se transforme em corpo do palhaço. Amarre um laço no pescoço do boneco para dar acabamento.
Vire o cone de cabeça para baixo e coloque o palhaço dentro dele. Cole as bordas do tecido na extremidade mais fina da parte de dentro do cone.
Pronto! Agora seu palhaço pode entrar e sair do cone!
- Coletânea de atividades catalogadas por Carol Schiesari
SITES DE REFERÊNCIA:
http://ludicidadealvorada.blogspot.com/
http://rosanacaohan2.blogspot.com/
http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=Lixo+que+vira+brinquedo
http://mundinhodacrianca.blogspot.com/
http://educacaoparaavida.pbworks.com/Brinquedos-de-Sucata
http://www.junior.te.pt/
http://ecoamigos.wordpress.com/2007/11/02/sucata-que-vira-brinquedo-recicloteca-e-outras-ideias-legais/
http://cantinholudicodagre.blogspot.com/2008/01/brinquedos-pedaggicos-de-sucatas.html
http://educaresonhar.blogspot.com/2008/03/meninas.html
http://carrosseldaaprendizagem.blogspot.com/2009/03/arte-em-sucata.html
http://brinquedoscomsucata.blogspot.com/
Assinar:
Postagens (Atom)







